• Da redação

Mãe de gêmeas e profissionais de saúde de Holambra ressaltam importância do aleitamento materno


Pediatras ressaltam a importância e os benefícios do aleitamento materno se comparado ao leite industrializado.


Nicole e Lavínia nasceram no início do ano passado. As gêmeas foram muito desejadas por Elisângela Coleone de Souza e o marido. Eles já eram pais do Nícolas, hoje com 7 anos, mas sonhavam em ter uma menina. Durante a gravidez, Elisângela, que é dona de casa, fez o pré-natal, praticou exercícios físicos com acompanhamento médico e teve uma alimentação balanceada. Tudo para garantir a saúde dela e das filhas.

Depois do nascimento os cuidados, claro, continuaram. Ela fez questão de dar exclusivamente o leite materno para as garotas até os seis meses e meio. “Além de ser mais saudável, é também mais fácil. Não preciso ficar carregando o leite para todos os lugares. É simplesmente dar o peito para a criança mamar. E quanto mais, melhor”, contou. Profissionais da área da saúde de Holambra concordam com Elisângela e apoiam a decisão: "ela está certíssima", garantem.

Segundo a médica pediatra da rede municipal de saúde, Maria da Penha Campos Mauad, as mães devem dar para os bebês somente o leite materno até os seis meses. Depois, alguns alimentos passam a ser introduzidos na dieta dos pequenos, mas o aleitamento poderá ser mantido até os 2 anos de idade.

“O leite materno é feito exclusivamente para o bebê. Todos os nutrientes são absorvidos sem nenhuma dificuldade”, explicou. “Ele contribui com o desenvolvimento do sistema imunológico do bebê e diminui a incidência de alergias. Com a amamentação o vínculo entre mãe e filho é fortalecido e a mulher se recupera mais rápido do parto”, pontua a médica.

Esses e outros benefícios são confirmados pela mãe das gêmeas. “Quarenta e sete dias depois de dar à luz eu já tinha perdido todo o peso que ganhei na gravidez. Além disso, as meninas, que hoje estão com 1 anos e 7 meses, dificilmente ficam doentes. Elas estão gordinhas e saudáveis. Valeu muito a pena amamentar”, comemorou a dona de casa.


Só que nem todo mundo pensa como Elisângela. Para se ter uma ideia, de setembro de 2016 até agora, 185 crianças entre 0 e 12 meses, sem problemas de saúde, receberam da Farmácia Municipal da Policlínica de Holambra o leite industrializado, chamado de “fórmula infantil”. Foram 1.200 latas de 400g cada uma – o equivalente a cerca R$ 20 mil. O valor corresponde a 75,92% do investimento mínimo obrigatório do Poder Público municipal em medicamentos da atenção básica.

“Muitas mães nos procuram com impressões equivocadas como, por exemplo, a de que a fórmula infantil tem mais vitaminas, falando que precisam voltar a trabalhar e que por isso querem que as crianças comecem a se acostumar com outro tipo de leite desde cedo. Outras justificam que não estão produzindo leite”, conta Flávia Maschietto, responsável pela assistência farmacêutica do município.

A falta de leite, aliás, é um assunto muito comum no consultório, segundo a médica pediatra Penha. “É mito essa história de que a mulher não tem leite. Toda mãe tem leite. Quanto mais se dá, mais se tem. É preciso persistir”, afirma. “Mulheres que fazem tratamento de câncer ou passaram por cirurgia nas mamas, por exemplo, podem ter dificuldades, mas não são fatores impeditivos”, completa.

Para a doutora Maria da Penha, a amamentação só é contraindicada para mães com o vírus HIV. “Essas sim precisam do leite industrializado. O restante pode e deve amamentar”, disse. A médica esclarece ainda que a mulher que tiver qualquer dúvida sobre o aleitamento pode procurar o Posto de Saúde da Família (PSF). Holambra dispõe hoje de quatro unidades nos bairros Imigrantes, Palmeiras, Morada das Flores e Fundão.

Nos PSF, as holambrenses contam com médicos e enfermeiros que darão todas as informações e orientações sobre as técnicas de amamentação. Foi assim com a Elisângela, que hoje comemora: “Toda mãe deveria amamentar. É uma sensação que não tem como explicar. Sentir o bebê ali tão pertinho. Não tem preço ver as minhas filhas tão saudáveis e saber que eu contribuí para isso”.

Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal

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