• Da redação

Dia Nacional da Doação de Órgãos marca importância dos transplantes


Pró-Rim se destaca como referência em transplantes renais e alerta para a conscientização da doação de órgãos.

O Dia Nacional de Doação de Órgãos, comemorado em 27 de setembro, tem como objetivo conscientizar cada vez mais a população sobre esse ato que pode salvar vidas. No Brasil, existem mais de 33 mil pessoas que aguardam pela doação de um órgão. Nosso país ocupa o segundo lugar do mundo em número de transplantes, segundo a ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), mas essa realidade poderia ser bem melhor.


Com base na importância desse tema, o site JC Holambra procurou saber de pessoas comuns e do departamento municipal de Saúde de Holambra como a doação de órgãos é encarada. Dos depoimentos dados à nossa repórter – Maria Elisa Moraes – é interessante notar que as pessoas consideram importante doar órgãos em vida ou após a morte, pois reconhecem que isso realmente salva vidas, mas daí a se tornar oficialmente um doador...

- Rodrigo Chiaroni de Abreu (mora em Campinas e possui um canil às margens da rodovia SP-340) – "Na verdade eu nunca parei para ir atrás de ser um doador, mas pretendo ser sim. É um bem que se faz a uma pessoa que precisa. Acredito que quando partimos, o que prevalece é a alma pois o corpo é algo descartável. O meu corpo é igual ao do meu colega, sendo assim, acredito que doar órgãos não seja uma invasão, pois você estaria fazendo o bem a uma pessoa que tem chances de seguir com a vida."

- Moradora de Holambra no bairro Borda da Mata há 20 anos (deu seu depoimento, porém, com a condição de não ser identificada) – "Para ser sincera a ideia de ser uma doadora nunca passou pela minha cabeça, mas agora que você perguntou, acredito que doaria sim, porque estaria oferecendo uma ajuda ao próximo. Acredito que muitas pessoas ainda tenham receio sobre o assunto, sendo que na verdade doar é algo muito bom".

- Maria Pereira (moradora do bairro Flamboyant, em Holambra) – "Na verdade, esta ideia nunca passou pela minha cabeça, no entanto acho importante a ação e acredito que para salvar uma vida vale tudo. Grande parte das pessoas não aceitam bem a ideia mas, até mesmo viva, se não fosse prejudicar minha saúde eu doaria também".


- José César Rodrigues (foto acima - comerciante e morador em Holambra) – "Há quatro anos, quando fui tirar minha segunda carteira identidade no Poupatempo, me perguntaram se eu aceitaria ser um doador de órgãos e eu disse que sim. Daí, fizeram minha carteirinha. Então, penso assim: porque não doar para alguém que está precisando? Você vai dar chance para uma pessoa sobreviver mais tempo. É um ato de amor e fé, e se você está vivo e esse órgão não vai lhe fazer falta também, porque não doar?”.

Indagada se o departamento municipal de Saúde realiza alguma campanha ou desenvolve outras iniciativas no sentido de conscientizar as famílias ou as pessoas a se tornarem doadores de órgãos em Holambra, a resposta da Prefeitura, enviada via assessoria de comunicação foi protocolar.

“O departamento municipal de Saúde informa que o tema é abordado em consultas sempre que oportuno e que estão previstas ações educativas e de conscientização sobre assuntos correlatos em parceria com o departamento municipal de Educação. O setor lembra, ainda, que na maioria dos casos em que existe a possibilidade de doação de órgãos o atendimento aos pacientes e familiares é feito por hospitais de referência, como a Unicamp, que costumam trabalhar com essa abordagem rotineiramente”.

Números

O Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), da ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos) aponta que em 2017 houve um aumento de 4,5% em doações, em relação ao ano anterior. Os estados brasileiros que se destacam na doação de órgãos são Santa Catarina, Paraná, Distrito Federal e Rio Grande do Sul.

A Fundação Pró-Rim, localizada em Joinville (SC), está entre as instituições que mais realizam transplantes de rim, dentre os 82 centros do Brasil, e é referência nacional neste setor. A instituição já realizou mais de 1.529 transplantes, em parceria com os hospitais locais, e é uma das poucas no ranking que não faz parte de complexo universitário e acompanha a média nacional de transplantes.

Santa Catarina foi classificada com melhor índice de doadores de múltiplos órgãos por milhão de população pelo Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), da ABTO. O Estado alcançou a marca de 37 doadores pmp, taxa que confirma a liderança catarinense no ranking nacional.

“A doação de órgãos é um ato de generosidade. Ao doar um órgão, você permite que outras pessoas continuem a viver”, destaca a doutora Luciane Deboni, coordenadora de transplantes da Fundação Pró-Rim.

Conscientização

Apesar de o Brasil ter o maior índice de aprovação do mundo à doação de órgãos e ser considerado referência mundial em transplantes - só fica atrás dos Estados Unidos -, o número de doações efetivas ainda é baixo em relação ao número de pessoas que aguardam em lista. Isso se dá por causa da recusa das famílias em autorizar a doação.

Principalmente, porque a família não fica sabendo do desejo do parente de doar os órgãos e salvar vidas. Segundo dados, a cada 10 pessoas abordadas, quatro se negam a doar os órgãos de seus familiares. Este é um dado nacional preocupante para quem espera por uma chance de viver mais e com qualidade de vida.

“Por isso é de extrema importância para ser doador de órgãos após a morte, avisar a família”, declara o presidente da Pró-Rim, doutor Marcos Alexandre Vieira.

E completa. “Hoje, milhares de vidas dependem da consciência de familiares que perderam entes queridos. É importante ressaltar que para ser doador não precisa deixar nenhum documento expresso. Basta conversar com os familiares, manifestando esse desejo”, enfatiza o médico.

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