• Da redação

Leishmaniose


Diante dos vários casos confirmados e de outros suspeitos em Valinhos e da grande repercussão sobre esse assunto, na coluna de hoje abordaremos a Leishmaniose.

A Leishmaniose é uma doença infecciosa crônica causada por um protozoário e transmitida pela picada da fêmea do mosquito flebótomo contaminado afetando animais domésticos, selvagens e o ser humano. É considerada uma zoonose, doença que pode ser transmitida do animal ao homem.


O parasita afeta áreas vitais do corpo como fígado, baço, nódulos linfáticos, articulações, pele, rins e medula óssea. Os sintomas no cão são: problemas de pele, queda de pelos, crescimento anormal das unhas, anemia, perda de peso, caquexia, problemas de locomoção, conjuntivite, sangramentos pelo nariz. Já em humanos, pode ocorrer febre de longa duração, aumento de fígado e baço, diminuição de peso e fraqueza.

Existem cães que não apresentam sintomas porém são portadores e transmitem a doença, já o ser humano não transmite a mesma. Essa doença não é transmitida por mordedura, arranhadura, urina ou fezes de cães infectados.

Os mosquitos flebótomos estão presentes ao longo de todo ano em países tropicais e apresentam uma atividade crepuscular e noturna, são ativos em temperatura entre 15 e 28º, umidade elevada e ausência de chuva e vento. Nas fases larvais o mosquito se alimenta de matéria orgânica depositada no solo e os adultos se alimentam de açucares de plantas, somente as fêmeas se alimentam de sangue.

Portanto é primordial para a prevenção da doença que os moradores mantenham as áreas da casa próximo à arvores limpas, sem acúmulo de folhas de modo a dar passagem de luz no solo. Importante colocar telas nas janelas e uso de repelentes.

Já para os cães, a melhor forma de prevenção é uso de coleiras repelentes que duram de 4 a 8 meses ou uso de repelentes que duram em média 21 dias. A vacinação existe porém não é 100% eficaz e é realizada em cães a partir de 4 meses, saudáveis, sendo 3 doses com intervalos de 21 dias. Porém antes da vacinação deve-se fazer uma sorologia (exame de sangue específico) para comprovar que o animal é negativo para a doença.

A notificação de cães suspeitos ou positivos é obrigatória e segundo o protocolo de controle da doença, para cada animal positivo, outros 100 cães ou cães à 200 metros do positivo, devem ser investigados.

O tratamento da doença em cães é realizado apenas com um único medicamento autorizado no Brasil e o animal deve ser fortemente acompanhado e monitorado pelo médico veterinário.

A leishmaniose é uma doença desafiadora, de difícil cura tanto nos cães como em seres humanos. O Controle da doença é uma tarefa na qual apenas o médico veterinário esta apto a dar indicações apropriadas para um correto tratamento, administração e monitoramento da doença.

Foto: Divulgação/Internet

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