• Da redação

Nozes no Quintal


Para quem mora na cidade, a expressão é bastante estranha. Como pode, se as nozes são importadas? Mas para quem tem uma casinha na roça e há uns dez anos se lembrou de plantar alguns pés de nozes no quintal, não há dificuldades: precisou só pegar o gancho e sacudir os galhos. Está provocada a chuva de nozes. Depois é catá-las e consumi-las.


E por que não fazemos brigadeiros de nozes, substituindo-se o chocolate pelas nozes? Que delícia! Para quem não sabe, nós temos a pekan, a “noz brasileira”. Desconheço sua origem, o país de onde veio. Demora para produzir, mas quando começa a recompensa pela espera é formidável!

Saborosíssima, chega a superar sua concorrente de mercado. Os pioneiros holandeses da antiga comunidade Holambra se interessaram por esse vegetal e plantaram inúmeros pés em seus sítios, onde eles próprios ou seus descendentes colhem hoje dezenas de quilos de nozes.

Em Jaguariúna, em certa ocasião, vi lotearem dentro da cidade uma grande área que outrora havia sido um sítio com enorme plantação de velhas árvores de pekan. Praticamente todos os lotes ficaram com algumas plantas em sua área. Achei o fato sensacional!

Infelizmente a divulgação do cultivo da “pekanzeira” deve ser pequena. São as nossas riquezas que a muitos passam completamente despercebidas! E então a gente se lembra da casta de Pero Vaz Caminha, quando escreveu sobre nossa terra: “em se plantando, tudo dá”. Só que é preciso que se plante inteligentemente! E muito!

Foto: Divulgação/Internet.

inteligentemente! E muito!

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