• Da redação

Estudante de Holambra se destaca em concurso de crônicas na capital paulista


Um exemplo de que, apesar das dúvidas e dos receios, vale a pena investir no que gosta. Foi com este pensamento que a holambrense Verônica Lazzeroni Del Cet (foto), 21 anos, conquistou o 2º lugar no Concurso de Crônicas promovido pelo Museu do Ipiranga, em São Paulo.


O concurso, iniciado em meados de julho deste ano, reuniu 47 crônicas escritas por pessoas de diversas partes do Brasil, que foram avaliadas por uma uma Banca Examinadora formada por um jornalista e duas professoras, sendo uma da USP (Universidade de São Paulo) e a outra da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo. O voto popular também ajudou a selecionar as quatro melhores crônicas, definindo assim a premiação aos vencedores.

De acordo com Verônica, o interesse em participar surgiu após ter vivido um curto espaço de tempo em São Paulo, ao lado do museu, quando era criança. "Sou muito curiosa e sempre quis participar de concursos desse tipo. Então, busquei por um site que citava todos os concursos literários que estavam acontecendo no Brasil e encontrei este, do Museu do Ipiranga", disse. "Achei interessante porque passei um curto tempo da minha vida em São Paulo e mutas das minhas descobertas da infância aconteceram lá. E também por morar ao lado do Museu, criei uma afetividade muito grande com ele devido às lembranças".

O mesmo concurso já havia sido realizado no ano passado, segundo ela, também em estilo de crônicas. Os critério para selecionar as melhores são os mesmos utilizados na avaliação que garante o prêmio Jabuti, dedicado à Literatura Nacional. Segundo a holambrense, ter conquistado o segundo lugar foi algo totalmente inesperado. Pra ser sincera, achei que não ia acontecer. Já participei de muitos outros e nunca ganhei. Pensei que talvez no voto popular haveria uma chance, mas, mesmo assim, mínima", disse.

Infância premiada

A crônica escrita por Verônica Del Cet falava da infância de uma jovem e de momentos simples, mas marcantes, vividos por ela, como o famoso pastel de queijo que o avô pagava após saírem do museu. Por ser uma história simples, porém de forte impacto, o texto levou o segundo lugar apos o julgamento da Banca Examinadora.

Uma surpresa para Verônica, que começou a redigir sua crônica após um verdadeiro "chá de cadeira"."Quando tomei conhecimento do concurso, pensei comigo: Vou pensar, talvez mande alguma coisa, e por incrível que pareça comecei a redigi-la a mão, após ter levado 'um bolo' enquanto aguardava uma pessoa. Então, um dia antes de encerrar as inscrições a reescrevi no computador e enviei, já no final de setembro. E em outubro, veio a surpresa", afirmou.

Na cerimônia de premiação os vencedores puderam ler sua crônicas ao público e receberam, além de uma placa de reconhecimento pela participação, uma miniatura do Museu do Ipiranga, que por sina foi distribuída a todos que estavam presentes.

No caminho certo

Verônica cursa o penúltimo ano em Letras (Licenciatura) na Unicamp e atualmente dá aulas de Inglês na escola holambrense Active, onde leciona para crianças, adolescentes e adultos. Para a estudante, é uma grande experiência, tendo em vista que pretende seguir uma carreira literária e escrever também histórias infantis.

"A literatura realmente me cativou. Amo dar aulas, mas o que me motiva mesmo é escrever, é o que quero fazer da vida, mesmo sendo um desafio grande. Antes de tudo prestei vestibular para Jornalismo, mas depois vi que meu destino era Letras mesmo. Foi uma escolha muito valorosa para mim pois, quando recebi o E-mail da premiação foi a confirmação de que estou no caminho certo", disse.

Estímulo

Para a estudante, o fato de ter conquistado o 2º lugar no concurso pode ser uma motivação para os holambrenses que gostam de escrever, mas muitas vezes se sentem tímidos em expor suas histórias."Espero que minha participação realmente seja uma motivação para os holambrenses, pois acredito que muitos gostam ou gostariam de escrever sobre a vida ou até mesmo sobre outros assuntos. Existem milhares de pessoas que talvez gostariam de escrever mas se sentem tímidos", afirmou.

Verônica também acredita que poderiam ser realizados mais concursos deste tipo e mais oficinas de escrita com os jovens em Holambra. Determinar o número de encontros, explicar sobre o gênero e expor os textos para a cidade pode ser um grande incentivo aos escritores. "Precisamos quebrar um pouco a ideia de que você precisa ler e escrever bem apenas para o vestibular. A maior parte da minha infância foi em Holambra então, se tivesse concursos assim por aqui, com certeza eu participaria", finaliza.

Foto: Maria Elisa Moraes/ Site JC Holambra.

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