• Da redação

O cão é amigo do dono e o gato é amigo da casa: será?


A veterinária Cynthia Helena Lobo, colunista do JC Holambra, discorda desta frase, que para ela não passa de uma lenda. Embora sejam animais territorialistas e independentes, são altamente adaptáveis e sociáveis. “Acredito muito na profunda interação do gato com seu tutor, eles amam os seus donos, são ótimos companheiros, principalmente, para quem tem uma vida mais corrida e lugar pequeno, como apartamento”, salienta a veterinária.


Segundo Cynthia, os gatos não podem ser tratados de forma igual ao cão, porque são completamente diferentes, tanto clinicamente como no comportamento. Os gatos dormem uma média de 12 a 18 horas por dia, fazendo pequenos cochilos, dependendo da sua rotina, faixa etária e condição clínica.


“A sua fisiologia é de predador, dormem durante o dia para caçar a noite, mas isso pode mudar com o gato criado dentro de casa, se adaptando a rotina do seu tutor, para passar mais tempo com ele”, ressalta.

Quanto à castração, deve ser feita a partir do sexto mês, tanto para macho como para fêmea e só traz benefícios. “As fêmeas evitam infecções, tumores de mama, o cio indesejável, prenhes indesejada; o macho controla a agressividade, o cheiro da urina diminui; ambos melhoram a expectativa de vida”.

Sem castrar os gatos tem mais acesso à rua, a fêmea por conta do cio e o macho para procurar à sua parceria. “Comumente são vítimas de maus tratos, intoxicações e envenenamentos. Muitos acabam se perdendo ou morrendo”, lamenta.


No que diz respeito a tratar os gatos como verdadeiros filhos, a veterinária não vê de forma negativa, desde que sejam seguidos alguns critérios. “Eu não vejo problema em ser considerados membros da família, em ser muito amado, cuidado e ter zelo. Esse novo conceito é bem interessante”.No entanto, a veterinária alerta para os donos, apaixonados pelos pequenos felinos, não cometer excessos, com alimentação e humanização. “Os hábitos da sua natureza devem ser respeitados. Já excessos de amor e carinho são liberados”, brinca.

Os gatos usados neste texto são das nossas gateiras de cateirinha, entrevistadas na terceira reportagem desta série. Leia no JC Holambra.com.br

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