• Da redação

Quais cuidados devem ser tomados com os gatos?


Eles têm fama de serem preguiçosos e inimigos do banho, mas não é bem assim. Os gatos gostam de brincar e são na verdade adeptos a higiene pessoal. A veterinária Cynthia Helena Lobo, colunista do JC Holambra, explica que os felinos devem viver em ambientes organizados, porque são “extremamente limpos”. “Cada gato deve ter a sua caixa de areia”, recomenda.

Segundo a médica, os gatos não gostam de ficar sujos e se limpam sozinhos. A sua língua ajuda no seu processo de higiene, que é bem acentuado. “É comum falarem que os gatos não gostam de tomar banho. Na verdade eles se assustam com a forma que algumas pessoas fazem a higienização”.


Cynthia explica que eles têm a pele sensível, por isso, a água deve ser morna, os ouvidos protegidos, a superfície não pode ser escorregadia e os pelos devem ser secados. “Porém, eles têm medo do barulho do secador, então, o ideal é levar a um profissional especializado”, pontua.

Para que o gato se habitue ao banho, o ideal é que seja iniciado ainda filhote, a partir dos quatro meses de idade, com intervalo de no mínimo seis semanas. Aqueles que têm pelo curto o intervalo deve ser maior. O shampoo e sabonete devem ser específicos dos animais. “Os gatos não tem odor forte, eles só precisam de banho quando estão extremamente sujos, quando vem da rua ou estão idosos, por exemplo, pois, não conseguem se limpar como antes. O banho deve ser feito de forma cautelosa”, observa a veterinária.

A médica diz que deve haver cuidado com o corte de unhas. Recomenda-se escovar os pelos, para eliminar os mortos, principalmente os que têm pelos longos, como o persa. “Isso evita nós e problemas de pele no futuro”.

Bichos dóceis

Além disso, os gatos são bem dóceis e amáveis, dispostos a brincar. No caso do gato indoor (criado dentro de casa), a recomendação é que haja um enriquecimento ambiental. “Brinquedos, bolinhas, objetos que fazem barulho, porque as brincadeiras dos gatos estão associadas à caça. Assim eles não ficarão entediados e obesos”, explica a veterinária.


A alimentação adequada para os felinos é ração, seca ou úmida, desde que seja de boa qualidade. Os donos precisam sempre respeitar o seu metabolismo, peso, faixa etária, que só um veterinário pode recomendar. Além disso, a comida deve estar à vontade e de fácil acesso, porque eles fazem várias refeições ao longo do dia em pequenas quantidades. A água também precisa ser sempre limpa ou corrente (uma fonte ligada na tomada) ou em alguns casos, na torneira. “A vacinação de vermífugos também deve estar em dia, visitas periódicas ao veterinário é muito importante”, pontua Cynthia.

Já os alimentos que não devem ser ingeridos pelos gatos são: frutas: abacate, tomate e uva (é toxica para eles); chocolate; comida dos humanos; temperos como alho e cebola; ossos; leite (que causa diarreia e alguns gatos apresentam intolerância a lactose), café e pão. “Não deve fornecer ração de cachorro, porque isso ao longo prazo causará problemas, porque são necessidades diferentes para esses dois animais, por exemplo, o teor de proteína para gato deve ser maior do que a do cão”, compara.

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