• Da redação

Declaração de Imposto de Renda 2018 pode ser entregue a partir de quinta


Quem vai fazer a Declaração do Imposto de Renda 2018 já pode ficar atento. Contribuintes devem enviar a sua declaração entre quinta-feira, 1º de março, e 30 de abril, e já podem fazer o dowload do programa no site da Receita Federal no seu computador ou celular, na sua casa ou trabalho.

Para quem já tem o programa instalado do ano passado não precisa fazer novamente o download, pois será atualizado automaticamente.

Quanto mais cedo o contribuinte enviar as informações à Receita, maiores são as chances de receber restituição do imposto nos primeiros lotes, sendo que a Receita pagará em sete lotes, entre 15 de junho e 17 de dezembro. .


Para que serve?

O imposto de renda é uma contribuição de uma parcela dos contribuintes brasileiros que ganham mais que o teto-base estipulado pela Receita Federal. A declaração deve ser feita anualmente e todas as informações são divulgadas pelo site oficial do órgão.

As alíquotas do imposto de renda podem variar a cada ano, variando também de acordo com o salário do contribuinte. O trabalhador que ganha até R$ 22.847,76 por ano não precisa fazer nada. Quem recebe até R$1.903,98 por mês não precisa declarar. Já quem recebeu em 2017 acima de R$ 28.559,70 é obrigado a declarar o Imposto de Renda 2018.

A contribuição acontece para o governo investir em áreas como segurança, infraestrutura, saúde, educação, entre outros importantes para o País.

Nova Tabela

Está em discussão no Senado Federal uma nova tabela do imposto de renda, com intuito de ser mais justa com os brasileiros e corrigir distorções, adequando à realidade da população. O imposto seria cobrado de quem realmente pode pagar, ou seja, a parte rica da população e seriam isentadas as famílias que tem renda pequena.

O projeto de lei precisa ainda passar por uma Comissão do Senado, depois ir para o plenário das duas Casas e por fim ser promulgado pelo Presidente da República.A nova tabela pretende isentar os contribuintes que recebem até R$ 3,3 mil reais por mês, o que representa boa parcela da população brasileira. Com o novo projeto, as novas alíquotas do Imposto de Renda também mudariam, as faixas de tributação seriam de 5%, 10%, 15%, 20%, 25%, 30%, 35% e 40%.

Longe dessa realidade

Para o economista Ricardo Buso, quando fala em tramitação legislativa no Brasil, infelizmente pode-se estar há dias de uma votação ou há anos dela, ou seja, a previsibilidade se torna prejudicada. Além disso, o imposto de renda costuma ser uma ferramenta interessante para a distribuição de renda. “E seria bastante justa essa ideia de cobrar apenas de quem tem mais”, indica.

Mas, para ele, o Brasil está muito distante dessa realidade. Até a simples e necessária correção automática da tabela (por motivos de inflação, principalmente) é trabalhosa. Embora seja justa e favorável ao desenvolvimento econômico (no sentido mais abrangente do tema), na prática, vendo a sede arrecadatória do governo, principalmente para buscar o famoso “teto de gastos” há pouco aprovado.

“Não vejo espaço no momento para abrir mão de receita. A retórica e a prática estão bem distantes uma da outra. Precisamos de uma ampla reforma tributária, mais clara, objetiva, e, principalmente, pautada por arrecadar no volume, não na margem. Afinal, se conseguirmos cobrar pouco, é possível arrecadar bastante, pelo crescimento da base, ao se beneficiar do estímulo econômico”, finaliza.

Fonte:

www.impostoderenda2018.net.br

www.exame.abril.com.br


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