• Da redação

Nossa Prainha aberta para pescaria



Na manhã de hoje, muitas famílias acordaram cedo para participar da tradicional Pesca Livre, na Nossa Prainha, em Holambra. A atividade faz parte da programação da Semana Santa e acontece todos os anos na Sexta-feira da Paixão.

Os pescadores, experientes ou não, foram preparados, com sombrinha, guarda-sol, boné, chapéu, óculos e outras coisas. Também acompanhava quitutes, bastante água para enfrentar o calor, disposição e alegria.

Pela tradição cristã, na sexta-feira da Paixão é dia de comer peixe. No início da semana, a Prefeitura lançou no lago mais de uma tonelada de peixes – incluindo tilápias e pacus.

Amanhã

No sábado, as atrações da Semana Santa se encerram com a sempre concorrida Caça aos Ovos de chocolate para crianças de 0 a 10 anos de idade, na Vila do Coelhinho instalada na Praça dos Coqueiros. A gincana acontece a partir das 14 horas.


Tradição cristã

A Sexta-Feira Santa é a data que católicos reservam para o reconhecimento do sacrifício de Jesus Cristo que, segundo conta a Bíblia, foi assassinado neste dia. Segundo as mesmas escrituras, Jesus Cristo viveu e morreu para salvar todas as pessoas e de seus pecados.

Por isso, a Igreja Católica recomenda aos fiéis que reconheçam o sacrifício que foi a vida daquele que dá nome ao cristianismo. A abstinência de carne, presente no cardápio da maioria das pessoas, e jejum são algumas das recomendações.

Mas, ao contrário do que muitos pensam, a Igreja Católica recomenda que todas as sextas-feiras do ano sejam reservadas à abstinência de carne e não apenas aquela considerada santa. É o que diz o Código de Direito Canônico, o livro que rege as regras da Igreja Católica.


Mas, o jejum é uma tradição que surgiu na Idade Antiga e se consolidou na Idade Média, época em que pessoas humildes raramente provavam carne. Na época, o povo vivia em terras alheias e a carne vermelha era consumida só em banquetes, nas cortes e nas residências dos nobres. Ela tornou-se, então, símbolo da gula, associado ao pecado.

Dessa forma, a Igreja orientava os fiéis a comerem carne à vontade antes da quaresma - o que deu origem aos banquetes chamados "carnevale" e ao nosso carnaval - e depois se absterem de carne, durante os 40 dias que antecediam a Páscoa. O peixe não chegou a entrar na lista da abstinência porque sua presença era irrelevante nos banquetes medievais.

Com o passar dos séculos, a carne deixou de estar presente somente nos banquetes e perdeu seu caráter simbólico de pecado. A orientação atual é que os católicos que desejarem se abstenham na Quarta-Feira de Cinzas, nas sextas-feiras da Quaresma e na Sexta-Feira Santa. Pessoas enfermas, idosas e crianças são isentas dessa orientação.

Fontes: Irmã Maria Inês Carniato, da Editora Paulinas

Fotos: Grabiel Expedito

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