• Da redação

Instituto Dança Viva retorna de Festival no Chile



O grupo formado pelo Instituto Dança Viva, que participou pela primeira vez de um festival internacional de dança circular, retornou do Chile na última noite de quarta-feira (30). Liderado por Piet Schomaker, o grupo levou o nome do Brasil e da cidade de Holambra para Vinã del Mar e trouxe de lá boas lembranças e novas experiências na bagagem.

“Foi uma vivência inesquecível. Dançamos desde o embarque em Guarulhos. E no Chile, em cada canto onde coubesse o grupo (orla do Pacífico, praças, museus, castelo, restaurante, seguíamos dançando sem medo de ser feliz”, disse uma das integrantes do grupo Izabel Ribeiro.

Para a professora de Dança Circular do IDV, Lize de Block, o Festival que foi sediado no Chile, marcou a história das danças circulares na América Latina. Os participantes eram de lugares variados: Valparaíso, Vinã, Santiago, Concon, Concepcion e outras cidades do País. Além de Argentina, Alemanha, México, Holanda e Brasil. “Tinha até gente da etnia mapuche. Foi maravilhoso”, contou.

No sábado (25), Piet fez uma abordagem das danças folclóricas, danças Balcãs com muita animação. Já no domingo (26), os temas foram mais tribais, meditativos e introspectivos. “Em vários momentos a emoção levou as pessoas às lágrimas, especialmente com os singles Ode to joy (hino da alegria) e Va pensiero (Song of liberty), que para os chilenos é um ícone da luta pela liberdade”, explicou.

Segundo o grupo de Holambra, os chilenos são muito receptivos. “Foram muito calorosos, doces e se encantaram conosco”, disse Izabel. Lize confirmou que o Chile é um País preparado para receber o turista. “Fomos recebidos com alegria e coração aberto. Os chilenos descobriram o poder das Danças Circulares e estão com um lindo movimento de organizarem-se para difundi-las por todo o País”. Para ela, na Dança Circular todos fazem parte da mesma roda. “Todos com diferentes pontos de vista, olhando o mesmo centro e cooperando para que a dança aconteça”, acredita.

De acordo com Lize, os chilenos percebem a alegria espontânea do povo brasileiro. “Gostam do nosso jeito de dançar e até dizem que aprendemos a dançar antes de andar”, brincou Lize, que disse que o grupo foi muito bem recebido pela psicóloga Mariana Francisco Giuzio, uma brasileira que vive no Chile e foi uma das organizadoras do evento, sendo responsável por toda a tradução das danças que o Piet liderou.

Mariana, que já dançou no IDV, contou que adorou ter recebido o grupo de Holambra e de sua participação no festival. “Estou até agora extasiada com a alegria do grupo e a energia do Piet. Eu já imaginava como ele era, mas superou as minhas expectativas. Eu fiquei apaixonada pelo seu jeito amigável, amoroso e divertido, com a idade e experiência dele e ter toda essa energia tão potente, que até agora está rondando por aqui. Até agora estamos tendo feed backs positivos do encontro. Estou muito feliz, o evento foi um marco”, se emocionou Mariana.


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