• Da redação

Naott completa 20 anos



O Naott - Núcleo de Atenção de Orientação Terapêutica ao Trabalho - completou ontem 20 anos na cidade de Holambra. Além dos alunos assistidos, seus familiares e equipe do projeto, o evento contou com a presença da comunidade de Holambra, do prefeito Fernando Fiori de Godoy, do vice Fernando Capato e da Presidente da Câmara Municipal Naiara Regitano Hendrikx.

No momento, cerca de 25 pessoas são assistidas pelo Naott. O professor de Artes Glauco Panfeite Zia vê o crescimento do projeto, da cidade e do seu trabalho em comum, porque para ele, um dependeu do outro. "É um crescimento em conjunto, a cidade cresce com qualidade de vida e humanidade. As pessoas especiais sendo tratadas bem é um cuidado que temos. Assim como a arte, que precisa de tempo e apoio, condições e troca de experiências com os alunos", comenta.


De acordo com o professor, o projeto recebe muitas doações e todos os tipos de materiais são aceitos para pintura, desenho, além de alicates, martelo e pregos. "Aqui coisas simples fazem falta, bem como visitas com frequência da comunidade. Muitas pessoas não sabem o que eles sabem fazer, com o tempo aprendem e se aprimoram", se orgulha.

"O projeto é lindo, maravilhoso, eles precisam desses cuidados e nós também precisamos deles", conta a pedagoga Anita Houtman, que trabalha com as habilidades cognitivas e estimulação em geral com jogos. Para ela, que está no projeto há cinco anos, trabalhar com alunos especiais é muito gratificante. "Aqui é uma troca, aprendemos com as dificuldades dos alunos, eles são muito alegres e carinhosos", se emociona.


Para as mães e colegas Ione da Silva Dias Veronezi, Josélia Mendonça dos Santos Franco e Vera Lúcia Sapatini Bordin, que vieram de Cosmópolis acompanharem os filhos, a cidade está de parabéns pelo projeto. "É essencial ter um trabalho como o Naott, os alunos aprendem, ensinam e amadurecem aqui. Ensinamos desde cedo para os nossos filhos a respeitarem as diferenças e fugir do preconceito, pois, cada um é de um jeito", acreditam.


Para a professora de dança sentada Marian Schoutel, que trabalha um repertório diferenciado no projeto, a interação é total e, segundo ela, os alunos assistidos são chamados especiais porque tem algo a mais. "Eles são muito sensíveis, alegres e amorosos, gostam muito de cantar e dançar. É um prazer muito grande trabalhar aqui", se alegra.


#NAOTT

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