• Da redação

Faagroh aposta no projeto ‘Carbono Zero’




Plantio de mudas acontece neste sábado, no Tubantia, e é aberto à comunidade

Compensar o meio ambiente pelo gás carbônico produzido durante este ano. Esta é a essência do FootPrint, evento que acontece neste sábado, dia 1/12, para promover o plantio de 652 mudas de árvores, numa compensação pelas 83 toneladas de poluentes lançados no último ano pelos alunos, professores, coordenadores e colaboradores da Faculdade de Agronegócios de Holambra (Faagroh). O plantio será no Tubantia, a partir das 8 horas, e é aberto a todos os interessados.

A aluna de Engenharia Agronômica, Bruna Neri Tagliari, de 18 anos, destacou que o projeto – conhecido também por Carbono Zero – mostra “a nossa consciência, enquanto seres humanos, perante a natureza e seus problemas”. “Já que uma das grandes causas do efeito estufa é a emissão de CO2, podemos minimizar esse impacto plantando uma quantia de árvores correspondente ao total emitido por aluno durante todo o ano letivo”, resumiu. Bruna completou que se sente feliz em participar do ‘FootPrint Zero’ e “saber que a minha parte está sendo feita, pensando na sustentabilidade e buscando evitar consequências de um desequilíbrio ecológico, porque humanidade e meio ambiente devem caminhar juntos, afinal, um depende do outro”.

Os alunos do curso de Agronegócios, Luiz Augusto dos Santos Frare, de 34 anos, e André Gimenez Arroio, de 39 anos, participaram da elaboração do FootPrint. “O projeto começou junto com a Faagroh (inaugurada no segundo semestre do ano passado), a partir das disciplinas que envolviam reflorestamento e prática de formação de mudas. O diretor (Geraldo Eysink) conhecia o projeto Carbono Zero e propôs que montássemos uma área de plantio de mudas, para compensação no nosso carbono. E nós abraçamos a ideia”, contou Luís. André reforçou que o objetivo é calcular toda a emissão de poluentes e convertê-la em plantio de mudas. Para este sábado, completou, escolheram as espécies de acordo com as árvores nativas da região de Holambra - Ingás, Ipês, Guapuruvu, Jatobás entre outras.

Os alunos explicaram que para se chegar ao valor necessário para “apagar a pegada” foram verificadas informações como modelo de carro, combustível e quilometragem percorrida até a faculdade (ida e volta). Assim, chegaram ao número de 83 toneladas de poluentes emitidos e que para “apagar essa pegada” seriam necessárias 642 mudas de árvores. O coordenador da Faagroh frisou o objetivo – além de neutralizar a emissão do gás carbônico – é conscientizar os alunos sobre o aquecimento global, que já está ocorrendo, e suas consequências, como a mudança climática e disponibilidade de água para futuros projetos de agronegócios, os quais são 100% dependentes da água e do clima. Para Eysink, não há outras formas de neutralizar os danos ao meio ambiente se não pela parada da derrubada de árvores, replantio e diminuição da emissão de monóxido de carbono. E o reflorestamento, além de compensar a emissão de poluentes, ajudará na recuperação de nascentes, brejos e matas ciliares. “Esperamos que o aluno se conscientize e desenvolva projetos que tenham forte relação com a sobrevivência do meio ambiente e de si próprio”, completou.H


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