• Da redação

Escorpiões assustam moradores do bairro do Camanducaia



Uma moradora do bairro Camanducaia encontrou um escorpião na cozinha de sua casa. Foi a segunda vez, em um mês, que ela se deparou com o aracnídeo em sua casa. Nos últimos meses, casos semelhantes foram compartilhados pelos moradores do bairro, numa forma de alertarem a população sobre os riscos e trocarem informações sobre as formas corretas para capturar escorpiões ou como mantê-los afastados de suas casas.

Segundo relato da moradora, o primeiro escorpião apareceu no meio de sua sala, há um mês, enquanto atendia um cliente. A primeira iniciativa foi buscar um inseticida para matar o aracnídeo que, em seguida, foi colocado dentro de um vidro. “Guardei para mostrar ao meu netinho”, disse, ao explicar que a intenção foi alertar a criança sobre o perigo de ser picado por um escorpião.

Outro escorpião foi também encontrado na cozinha, como estava com um sapato de solado alto, optou por pisar no escorpião até matá-lo. Ela contou que os dois escorpiões eram marrons e mediam, em média, 8cm. “As portas de casa tem protetor, mas, durante o dia, gosto de deixá-las abertas. Os passarinhos entram e até lagartos. Eu me dou bem com os animais, mas não gosto dos peçonhentos”, frisou.

Com relatos parecidos de escorpião pelo bairro, a moradora alertou para a necessidade de uma limpeza geral nos terrenos (vale lembrar que escorpiões comem baratas) e citou que alguns moradores contam com galinhas (que comem escorpiões) como forma de evitar o aracnídeo em suas casas. “Mas como tenho cachorros, não da pra ter galinhas”, completou. Para ela, seria importante a Vigilância em saúde explicar a forma correta de capturar esses animais e até se há necessidade de levá-los até o departamento (ou se esta ação é recomendada apenas para casos de picada).

Saúde: 16 casos notificados este ano

A Vigilância em Saúde recolheu dois escorpiões no município (em 2017 não teve registro). Foram notificados, em 2018, 16 casos: 15 na zona rural e um na urbana. No ano anterior foram 10, todos na zona rural. Em nenhum caso foi necessária a utilização do soro. O setor de Vigilância em Saúde indica aos moradores que evitem qualquer contato direto com os escorpiões – sobretudo com as mãos e os pés. Orienta, ainda, que não sejam usados objetos curtos para manipulá-los.

Em caso de picada, o morador deve se dirigir ou ser encaminhado imediatamente à Policlínica Municipal. O escorpião, se possível, também deve ser levado para que sejam identificadas a espécie e, consequentemente, as ações mais adequadas para tratamento.

Caso haja imóvel com acúmulo de lixo ou entulho, o morador pode (e deve) denunciar ao setor de Vigilância em Saúde: 3802-2744 e 3802-8000.


37 visualizações