• Da redação

Palhacinfônicos visitaram o Centro Social Holandês



ONG conta com cerca de 400 ‘palhaços voluntários

Tornar o ambiente hospitalar mais leve, levando alegria de forma lúdica através da atuação de voluntários palhaços, tendo como foco, além do paciente, os acompanhantes e profissionais de saúde. Porque, acreditam os voluntários, “rir é o melhor remédio”. Esta é a proposta da ONG Hospitalhaços que, no último final de semana, marcou presença em Holambra com os ‘Palhacinfônicos’, braço da ONG que não se restringe aos hospitais, mas mantém o mesmo objetivo de levar mais alegria e humanização aos ambientes que acolhem pacientes.

Os voluntários mudaram a rotina dos 12 idosos que estão na casa de repouso do Centro Social. “Querer oferecer alta qualidade de vida aos moradores da casa de repouso nos remete imediatamente a cuidados não só físicos, como boa alimentação e repouso, mas também aos cuidados psicossociais e, por isso, é preciso investir em alegria, recreação, cultura e ocupação lúdica”, resumiu Veroni Domhof, da administração do Centro Social.

Nesta visita, os Palhacinfônicos cantaram, dançaram e fizeram mágicas, garantindo a integração de todos os moradores. Entre os voluntários estava Nádia Maeda que, desde abril deste ano, integra o grupo como a palhaça ‘Nadikadinada’. “Sempre gostei do trabalho voluntário e me identifiquei muito com o trabalho dos Hospitalhaços. Gostei pela organização, pela missão da empresa, pelo apoio e treinamentos que temos. É um compromisso muito sério quando decidimos participar. E atuar em Holambra foi um presente”, disse, ao citar que importância de retribuir o carinho e a dedicação e proporcionar momentos de alegria aos holambrenses que sempre viveram fortemente o voluntariado. “A equipe se emocionou, e os sorrisos e os olhos brilhando que recebemos nos dão a certeza das nossas escolhas”.

O coordenador geral da Hospitalhaços, Mario Eduardo Paes, destacou que são realizadas duas capacitações durante o ano: é aberto um edital para o processo seletivo e a ONG promove, gratuitamente, todo o treinamento. Explicou que a Hospitalhaços teve como inspiração Hunter Adams, médico que se vestia de palhaço, e Michael Christensen, um ator palhaço que se veste de médico.

O coordenador da equipe de Palhaços, Paulo Henrique Jabu, informou que a ONG conta com cerca de 400 palhaços humanitários distribuídos em 38 equipes, atuando em 20 cidades e 31 hospitais. São realizadas cerca de 100 atuações por mês e a ONG se mantém, financeiramente, através de leis de incentivo, bazar e brechó, palestras e workshops e, também, com alguns eventos como venda de pizzas, jantares e festa junina. “As atuações não são cobradas, pois todo nosso trabalho é feito de forma voluntária. Para solicitar a análise e a devida inclusão da ONG em novos hospitais é necessário encaminhar um e-mail para a coordenação geral da Hospitalhaços”, informou.


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