• Da redação

Dezembro vermelho : Saúde intensifica teste rápido de HIV



Durante este mês, PSFs reforçarão orientações contra HIV e ISTs

As quatro unidades de saúde – Santa Margarida, Imigrantes, Palmeiras e Fundão – intensificarão as orientações referentes à transmissão do HIV e ISTs (infecções sexualmente transmitidas) durante este mês. É a campanha ‘Dezembro Vermelho’, tendo como ponto de partida o Dia Internacional de Luta contra a Aids (1º de dezembro).

O diretor de Saúde, Valmir Marcelo Iglecias, e a enfermeira Jane Bertolazo explicaram que as unidades realizam testes rápidos de HIV durante o ano inteiro, mas a campanha ‘Fique Sabendo’ é uma forma de reforçar as formas de prevenção e incentivar o holambrense a procurar pelos exames de HIV e Sífilis.

Os testes são realizados durante o ano inteiro nos PSFs, mas o diretor informou que a procura é baixa: geralmente, fazem os testes apenas os pacientes que são encaminhados pelos médicos durante um check-up e as grávidas (esses exames estão no protocolo de atendimento às gestantes). Mas, durante dezembro, a procura espontânea cresce um pouco: no ano passado, 43 holambrenses fizeram o teste rápido. Picada no dedo.

O teste rápido de HIV e sífilis é feito a partir de uma picada no dedo e o resultado sai em 15 minutos. Caso dê reagente (positivo), o teste é refeito. “Se o resultado for confirmado, o paciente é encaminhado para a Policlínica”, disse Jane, ao explicar que o passo seguinte é solicitar a sorologia (exame de sangue) para a confirmação do resultado e, se mantido, o paciente é encaminhado para tratamento na Unicamp. Jane também esclareceu que os pacientes respondem a um questionário e caso tenham tido exposição de risco num prazo menor de 30 dias e o resultado for negativo, ele é aconselhado a retornar para novo exame após um mês.

Para a sífilis, caso dê positivo o teste rápido, o pedido de sorologia é feito no PSF, sem necessidade do paciente ir até a Policlínica.

O diretor de Saúde reforçou que a única forma de prevenir essas doenças é através do uso do preservativo – disponível gratuitamente nos PSFs e 24h/dia na Policlínica.

Mais casos

O médico Paulo Madi comentou que tem aumentado o número de casos positivos de HIV, principalmente entre os mais jovens. “As pessoas estão se cuidando menos porque acham que a aids tem cura. Mas não tem”.

Porém, nos últimos anos, a medicina avançou e há novos tratamentos para a doença: além da medicação pós-exposição, hoje tem a pré-exposição (em Holambra, os pacientes são encaminhados para Unicamp para receber este medicamento). “Geralmente são pessoas que não aceitam usar preservativo”, resumiu Madi, ao frisar que mesmo com a nova medicação, o preservativo continua sendo a forma mais eficaz de se evitar o HIV e demais ISTs.

DST ou IST:

O termo DST (doenças sexualmente transmissíveis) foi substituído por IST (infecções sexualmente transmissíveis) em 2016 devido a uma questão técnica.

O termo "doenças" remete a presença de sinais e sintomas. Porém, há infecções que podem ser assintomáticas por longos períodos, mas continuam sendo transmissíveis, como o HIV, hepatite B e sífilis por exemplo. Por isso foi optado pela troca de DST para IST, já que "infecções" são mais amplos e incluem as condições com ou sem sintomas. Ou seja, é um termo mais amplo e adequado às condições sexualmente transmissíveis. Por isso que todas as pessoas com vida sexual ativa devem realizar exames para IST, pois na maior parte do tempo, elas não causam sintomas.

O que é PrEP?

A PrEP é uma nova estratégia que visa a se somar às demais existentes de prevenção combinada para o HIV, como o uso da camisinha; tratamento das IST (infecções sexualmente transmissíveis); teste para o HIV de forma regular; tratamento do HIV; PEP (profilaxia pós exposição). Está indicada para quem possui um risco aumentado para a aquisição do vírus, de acordo com a prática sexual (uso de camisinha, número de diferentes parceiros ou parceiras, entre outros). Truvada é o nome comercial da medicação utilizada para a estratégia PrEP (profilaxia pré-exposição). É um comprimido único que contém duas medicações (Tenofovir + Emtricitabina). Apesar de haver outras opções para a PreP, essa combinação é a que foi mais utilizada nos estudos clínicos, de forma que há vasta evidência de benefício na redução da transmissão do HIV.

CRÉDITO: Dr. Bernardo Almeida, infectologista da Hi Technologies.


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