• Da redação

Produtores de Holambra aumentaram em 25% a venda de rosas neste último fim de semana


Datas como dia de Nossa senhora no Navegantes e Dia de Iemanjá colaboraram para o acontecimento


Esse fim de semana foi positivo para os produtores de rosas em Holambra. De acordo com a assessoria de imprensa da Veiling, as vendas das flores aumentaram em 25% por conta de datas comemorativas como o Dia de Nossa Senhora dos Navegantes e dia de Iemanjá. Os produtores de rosas de Holambra colocaram no mercado mais de 9 milhões de hastes de rosas para atender à demanda das cidades litorâneas do Brasil.

Cultivadas por produtores de Holambra em fazendas localizadas em Andradas (MG) e na Serra de Ibiapaba (CE), as rosas chegam a viajar quase 5 mil quilômetros antes de serem lançadas no mar, uma vez que, após colhidas, elas são, necessariamente, transportadas primeiro até a Cooperativa Veiling onde, por meio de um leilão, são adquiridas pelos grandes atacadistas e distribuidores antes de chegarem ao destino final.

Os 17 produtores de rosas que comercializam seus produtos por intermédio da Cooperativa Veiling Holambra vendem em média, por mês, 7,5 milhões de hastes de rosas. Nesta data o mercado consumiu, até o último sábado, cerca de 9,3 milhões de hastes da flor.

O produtor holambrense Theodoro Swart, que cultiva rosas em Ubajara, no Ceará, destinou, por exemplo, cerca de 27 mil rosas amarelas da variedade Déjà Vu e 80 mil rosas vermelhas da variedade Ipanema para atender o Dia da Iemanjá, o que representa um acréscimo de 20% na produção. O Grupo Swart produz 16 milhões de hastes de rosas por ano, dos quais 10 milhões em Andradas (MG) e 6 milhões no sítio em Ubajara (CE).

“As vendas aconteceram em todo o litoral brasileiro, porém a maior concentração nesta data foi no litoral da Bahia, do Espírito Santo, do Rio de Janeiro e de São Paulo. No litoral Sul do Brasil, há também um acréscimo nas vendas provocado pelo sincretismo religioso de Nossa Senhora dos Navegantes. Em Porto Alegre, por exemplo, apesar de este ano ter caído em um sábado, a data é feriado municipal e conta com uma procissão fluvial”, explica Rachel Ferreira Osório, gerente comercial da Cooperativa Veiling de Holambra.

Longa viagem

A durabilidade das rosas de Holambra e os cuidados com o transporte garantem que, apesar das longas viagens, as flores cheguem em perfeitas condições de qualidade aos destinos finais.

As flores produzidas em Ubajara, no Ceará, por exemplo, viajam por cerca de 35 horas para percorrer 2.824 quilômetros pela BR-135 até Holambra, onde são comercializadas no leilão e, depois, mais 26 horas para cumprir outros 1.937 quilômetros pela BR-116, desde ali até Salvador. Ou seja, as flores viajam 4,7 mil quilômetros até a Bahia para serem lançadas ao mar. Para o Rio de Janeiro, são 1.400 quilômetros a menos. Mesmo assim, no total, a viagem das flores - do produtor até o consumidor final - dura aproximadamente 42 horas nos 3,3 mil quilômetros a serem percorridos.

Já as rosas produzidas em Andradas viajam um pouco menos: 95,2 quilômetros até Holambra, pelas rodovias SP-342 e Governador Dr. Adhemar Pereira de Barros. Dali, são mais 1.937 quilômetros até Salvador ou 520 quilômetros até o Rio de Janeiro.


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