• Da redação

“Comprar no comércio local é investir na cidade”

Comércio mantém ritmo de crescimento e ACE pontua: maior benefício de se comprar na cidade é a geração de emprego



O comércio de Holambra está em crescimento e é lei de mercado que, quanto mais forte um setor, mais competitividade de preço e variedade de produtos e serviços ele terá. A explicação é da Associação Comercial e Empresarial de Holambra (ACE), a qual acompanha o desenvolvimento da cidade desde 1993 – foi fundada dois anos após a emancipação da cidade.

Porém, competir com grandes centros comerciais não é fácil: o comércio, como um todo, sempre enfrenta desafios, que só aumentam em uma cidade pequena, rodeada por municípios maiores e mais estruturados comercialmente. “Apesar dessa alta concorrência e da crise, Holambra tem se saído bem, com a manutenção de empresas antigas e o surgimento de novas”.

Neste último ano, por exemplo, a ACE registrou o surgimento de novas empresas no varejo, alimentação e flores. Mas, também houve fechamento de empresas, “num ritmo que é natural no varejo”.O destaque continua com o setor de flores (é visível o crescimento de gardens na cidade) e agronegócios, seguido pelo turístico, especialmente nos segmentos de turismo de negócios, gastronomia e hotelaria. O varejo também cresceu, com a chegada de novas lojas, principalmente na região central da cidade.

Geração de emprego

Muitos holambrenses apontam que o comércio da cidade é mais caro, mas antes de optarem por outro centro comercial, a ACE alerta: o maior benefício de se comprar na cidade é a geração de empregos. E exemplificou: o varejo (lojas, supermercados, farmácias, gardens e postos de combustível, entre outros) geram mais de 700 empregos diretos – números do primeiro semestre de 2019.Na sequência vêm os impostos que resultam das vendas e da atuação das empresas, fornecendo recursos para investimentos na infraestrutura da cidade. “Assim, comprar no comércio local é investir diretamente na criação de postos de trabalho e em melhorias para Holambra”.

E nessa equação, da qual fazem parte empresas e consumidores, a ACE recomenda aos empreendimentos aprimorar a gestão do negócio, investindo na capacitação de suas equipes, sem descuidar da segurança ao vender no crédito, evitando a inadimplência.

Já para os consumidores, a sugestão é considerar todas as etapas da compra para, então, chegar ao preço real. Devem entrar nessa conta, além do valor do produto/serviço, os custos de combustível/transporte e pedágio, tempo exigido para a compra, conveniência e comodidade de se chegar à empresa, facilidade de troca, entre outros detalhes que, no fim do processo, costumam pesar. E antes de fechar negócio, também é importante considerar: onde minhas compras estão gerando empregos, pagando impostos e realizando investimentos? “Eu, minha família e minha comunidade vamos usufruir disso?”, aconselhou a ACE.

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