• Da redação

Corona Vírus não deve afetar mercado de flores em Holambra

Em 2019, setor cresceu 8% em relação aos outros anos


Noemi Almeida

O surto do coronavírus na China tem movimentado as economias globais. O dólar, por exemplo, está a R$4,25, apresentando alta de 0,63% nos últimos dias. O mercado de flores, no entanto, não deve ser afetado. Isso porque apesar de o Brasil ocupar o 8º lugar entre os maiores produtores de plantas ornamentais do mundo, em termos de exportação o país é considerado irrelevante.

São 8.300 produtores no Brasil, sendo que existem 60 centrais de atacado, 680 atacadistas e prestadores de serviço e mais de 20 mil pontos de varejo. A exportação do produto dos mais de 15.600 hectares de área cultivada é feita majoritariamente com países da América Latina.

Este é o caso de Clayton Bruno, proprietário da Elite Flower. Ele vende flores para países como Chile e Argentina e não sentiu os impactos da epidemia de corona vírus nos negócios. "A venda de flores ter diminuiu neste mês, mas isso é por conta do carnaval, não sobre o temor da doença que atinge os países asiáticos", afirma. "Não há receio que isso interfira nos lucros da empresa neste momento", complementa.

Fomentando esse discurso, dados do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor) apontam o crescimento de 8% na produção de flores no ano passado. O mercado movimentou cerca de R$ 8,5 bilhões no ano passado e a previsão é que esse número continue a crescer.

Corona vírus: devemos nos preocupar?

Apesar de não ter causado impacto no mercado de flores, o corona vírus é uma doença que está movimentando o ministério da saúde, que afirmou que existem 11 pessoas suspeitas de terem a doença no país. Na cidade de Paulínia há um possível caso, o que gera temor entre os moradores da região.

A Sociedade Brasileira de Infectologia lançou um informe, explicando o que já se sabe sobre a doença. A transmissão acontece pelo ar e alguns cuidados podem ser tomados para evitar a transmissão da mesma. Eles são:

  • Evitar contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas;

  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente e antes de se alimentar;

  • Usar lenço descartável para higiene nasal;

  • Cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir;

  • Evitar tocar nas mucosas dos olhos;

  • Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;

  • Não compartilhar objetos de uso pessoal como talheres, pratos, copos ou garrafas;

  • Manter os ambientes bem ventilados;

  • Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

Você baixar o informe completo clicando aqui.







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