• Da redação

Dia dos namorados: casal vende cadeados para pagar casamento

Conheça a história de Victória Rodrigues e Anderson Soares


Nesta quarta-feira (12) o dia amanheceu mais bonito para os apaixonados de Holambra. Com tantas opções de ambientes românticos, a cidade é perfeita para receber casais, que celebram o amor todos os dias. Mais do que apenas viver o amor, alguns dos casais da cidade também trabalham duramente para alcançar seus objetivos juntos. Essa é a história de Victória Rodrigues e Anderson Soares, que montaram a “Barraca do Amor” para vender cadeados a fim de conseguirem dinheiro para o casamento.



“Eu e o Anderson nos conhecemos numa comunidade cristã, numa noite em que ele veio fazer uma visita. Assim que nos olhamos foi paixão a primeira vista”, relembra Victoria, que na época tinha dezesseis anos. “Entretanto, da primeira vez em que nos vimos até o primeiro encontro demorou um bocado, porque eu sou uma mulher difícil”, brinca. A Holambrense conta que, depois que a viu, Anderson mandava mensagens no WhatsApp tentando chamá-la pra sair, mas ela demorou três semanas até responder. “Teve uma hora que não resisti”, salienta. Anderson esperava ansioso pelo primeiro encontro, que seria na semana seguinte. Victória porém, não apareceu no dia e hora marcado. “Dei o cano de novo. Só depois de duas semanas é que fui encontrá-lo”.

O encontro que demorou mais de um mês para acontecer, deu muito certo e os dois se apaixonaram. Entretanto, antes de começar a namorar, o casal queria uma comprovação de que aquele relacionamento era de Deus. “Começamos a orar e pedir uma resposta do céu, e ela se confirmou quando minha mãe nos abençoou para começarmos o namoro”, explica Victória. A história deles havia começado e depois de dois anos os dois estavam preparados para dar um passo em diante.


O noivado

Em janeiro deste ano tudo estava preparado para Anderson Soares pedir Victória em casamento. “Eu não sabia mas ele tinha pedido minha mão para minha mãe e toda a minha família”, conta a noiva. “Foi na virada do ano que ele fez o pedido, mas dessa vez eu não pensei muito e logo aceitei. Só que decidimos ter um noivado tipo corte, onde nós não podemos nos beijar, até o sim do altar”, complementa. Victória explica que essa decisão serve para fortalecer o relacionamento e foi a partir daí começou a saga do casal para arrecadar fundos para o casamento.




A ideia

Victória é técnica em turismo e já trabalhava na cidade orientando os visitantes. “Sempre que recebia casais, eles ficavam tristes por não poderem participar da tradição de colocar o cadeado no Deck do amor”, conta. Apesar disso, a ideia que ajudaria ela e seu noivo a se casarem, surgiu apenas mais tarde, em um culto da igreja onde frequentam. “Nós temos plena certeza que foi inspiração de Deus”, enfatiza.

A ideia era criar um carrinho para vender cadeados aos casais que passassem pelo Deck de Holambra. Logo que Victória contou para a família todos a apoiaram, e o casal já iniciou o projeto, com a ajuda de amigos da política, conhecidos e familiares. Há poucos meses começaram o trabalho em todos os fins de semana e já estão colhendo os frutos desse empreendimento. “Precisamos de 8 mil reais, mas o nosso maior presente são as histórias que ouvimos e presenciamos”, comenta a noiva.



Para cada história um cadeado personalizado. O casal investiu em tamanhos e modelos diferentes para agradar a todos os gostos e tipos de casal. “O cadeado representa o amor, mas não só de namorados. Pode ser entre mães e filhas, avós, melhores amigos e até o amor a si mesmo”, explica Victória. O que vale é o gesto significativo de carinho. E esse carinho não fica só no ato de pendurar o cadeado na ponte: aqueles que adquirem os itens com o casal de noivos podem colocar suas fotos com declarações ou letras de músicas românticas nas páginas no Facebook e Instagram do projeto @cadeadodoamor. Uma página pra se inspirar que traz energias positivas e as mais bonitas histórias de amor.



0 visualização