• Da redação

Dr. Fernando comenta desafios e celebra conquistas na reta final dos 8 anos governo

O JC entrevistou o prefeito de Holambra que falou dos oito anos de trabalho e da confiança na próxima gestão


Ele falou à reportagem do Jornal da Cidade essa semana sobre seus maiores desafios e conquistas neste período. Holambra será administrada a partir de janeiro e pelos próximos quatro anos pelo seu vice, Fernando Capato, que venceu as eleições de novembro com mais de 65% dos votos válidos.

Confira a entrevista.


JC- Qual foi o maior desafio que você enfrentou na sua administração?


Enfrentamos muitos desafios nestes dois mandatos. Costumo dizer que passamos, além do desgaste do início da gestão, com dívidas e falta de estrutura para trabalhar, por uma das maiores crises econômicas da história recente do país, por um impeachment, três diferentes governos presidenciais e, agora, uma pandemia. Foram anos difíceis e que exigiram muito trabalho e dedicação. Acredito fortemente que mudamos Holambra pra melhor. Que transformamos aquela cidade abandonada que encontramos em um lugar alegre, forte e que se desenvolve mesmo diante das adversidades. Foi esse o nosso maior desafio. Reerguer o município em meio à falta de dinheiro e a um ambiente de instabilidade política no âmbito nacional.


JC- Entre as conquistas destes dois mandatos, quais as principais marcas deixadas para a cidade?


Holambra colecionou bons resultados nos mais diferentes setores nesses últimos anos. Colocamos a cidade no mapa do saneamento, entre as 70 melhores do Brasil com menos de 100 mil habitantes, recuperando o tratamento de água, entregando eficiência ao tratamento de esgoto e levando soluções sanitárias para a zona rural. Recebemos a certificação Município VerdeAzul, que nunca tínhamos conseguido, em cinco dos oito anos de mandato. Ficamos com a segunda posição em gestão pública entre 1905 cidades com até 20 mil habitantes. A primeira no Estado de São Paulo. Tivemos, recentemente, o melhor desempenho da Região Metropolitana de Campinas e o oitavo de São Paulo no ranking nacional que avalia transparência contábil e fiscal. São, felizmente, muitas as marcas positivas a serem celebradas. Deixamos um cenário ruim, de falta de credibilidade junto aos órgãos de governo em 2012, para uma condição de referência e de respeito. De exemplo de trabalho. Isso é extremamente gratificante.


JC- O turismo é muito importante para Holambra. Como você avalia o avanço da atividade nos últimos anos?


O turismo é serviço. E serviço é emprego, é renda. Sempre tivemos consciência da importância dessa atividade para Holambra e investimos forte para recuperar o tempo perdido e devolver nossa cidade a uma posição de destaque. Hoje estamos entre os destinos mais concorridos do Brasil. Mais do que triplicamos o número de visitantes que recebemos anualmente, da casa dos 350 mil para mais de 1 milhão e 300 mil. Esse reconhecimento e renome fortaleceram nossa economia. Estamos recebendo o sétimo empreendimento hoteleiro do país que carrega a bandeira Transamerica Prime, de alto padrão. Saltamos de cerca de 600 empresas abertas em 2013 para 1.100 em 2019, com quase R$ 1 bilhão de riqueza gerada em um único ano, muito acima de cidades maiores da nossa região. Isso, naturalmente, para além do turismo. Mas são dados importantes, que reforçam os avanços dos últimos anos.




JC- Depois de oito anos de trabalho, qual o principal legado do seu governo?


Acredito que o trabalho, os bons indicadores que alcançamos e o desenvolvimento econômico que conseguimos promover, na contramão do país, que sofreu fortemente com a recessão. Os resultados que mencionei anteriormente resultarão, em 2021, num aumento de mais de 9% na participação de Holambra no ICMS. Isso significa mais dinheiro para investimentos em saúde, educação, segurança e outras atividades. Receber uma cidade destruída e entrega-la saudável, forte e em crescimento é, sem dúvidas, o principal legado que teremos o privilégio de deixar para os holambrenses e para a próxima administração.


JC- Saúde, educação e segurança são setores estratégicos e estão sempre entre as principais reivindicações das pessoas. Como está Holambra nesse contexto?


A oferta de serviços públicos essenciais de qualidade é, sem dúvidas, o grande desafio de todo gestor público. Na educação, para que possamos oferecer mais oportunidades às novas gerações. Na saúde e na segurança por serem setores que mexem diretamente com a vida das pessoas. Investimos pesado nestas áreas. Foram mais de R$ 100 milhões aplicados na saúde nestes oito anos, com mais de 90% de aumento se comparados os anos de 2012 e 2019. Entregamos três unidades básicas novas nos bairros Imigrantes, Fundão e Jardim das Tulipas. E reforçamos e ampliamos os demais postos de atendimento. Reduzimos drasticamente as filas, equipamos salas e escritórios, renovamos a frota de ambulâncias. Na educação, atingimos nas duas últimas Prova Brasil, em 2017 e 2019, as melhores notas da nossa história no IDEB, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Entregamos duas novas creches, ampliamos vagas, reformamos escolas, construímos quadras, cobrimos outras já existentes. São conquistas importantes.


Na segurança foram quase R$ 16 milhões em investimentos nesse período. Criamos o sistema de videomonitoramento, hoje com central 24 horas e mais de 60 câmeras. Ampliamos a frota de viaturas, dobramos o efetivo da Polícia Municipal, compramos fardamento e armamento. Levamos a base avançada ao Imigrantes. A estrutura de serviços da pasta da Segurança é hoje muito robusta, muito maior do que a que encontramos. Isso nos permitiu preservar a característica local de tranquilidade e proteção, com baixos índices de criminalidade.


JC- Em seu último ano de mandato, uma pandemia de impacto mundial. Como foi lidar com isso nesta reta final?


A pandemia é um desafio novo para todos. Nos forçou a mudar hábitos, repensar rotinas, redobrar cuidados. Foi um ano de readaptação. E acho que conseguimos, diante desse cenário tão duro, fazer o enfrentamento com consciência. A sociedade colaborou, o comércio foi paciente e compreensivo. A saúde de Holambra se preparou para lidar com a chegada do Covid-19 à região. Estabeleceu novos protocolos, se organizou. E tivemos, graças a Deus, a sorte de termos aqui, passados mais de oito meses, uma das menores taxas de letalidade da região. Essa é uma dificuldade que se estenderá ainda em 2021, com impactos em diferentes setores. Como a Educação, que suspendeu aulas presenciais em março e que ainda não retornou. Fizemos o possível, nesse período, para garantir o ensino através do sistema apostilado e recompor a merenda com os kits de alimentação, tão necessário para tantas famílias. Mas são desafios que ainda terão desdobramos significativos ainda no próximo ano.


JC- Que conselho você dá ao prefeito eleito, Fernando Capato?


Tenho certeza de que o Fernando será um grande prefeito. Que está preparado, que quer trabalhar, fazer o bem e melhorar a vida das pessoas. Desejo a ele tranquilidade para lidar com as dificuldades, sabedoria para enfrentar os problemas e perseverança para buscar melhorias. Holambra está em boas mãos com o Fernando e o Miguel. Não tenho dúvidas de que seguirá avançando.


JC- Que mensagem deixa aos moradores de Holambra?


Gratidão. Ser prefeito sempre foi um sonho. Sou filho de uma família de gestores públicos. Meu pai e irmão mais velho foram prefeitos de Lindóia, onde nasci. E ter a oportunidade de dar sequência a esse trabalho, a esse legado, é motivo de muito orgulho para mim. Sou grato a Holambra pela confiança. Tenho um amor muito grande por essa cidade. E espero ter feito um trabalho à altura da expectativa da nossa gente e do que nosso município merece. Não faltou trabalho. Não faltou vontade. Não faltou comprometimento e esforço. Me sinto feliz com tudo o que alcançamos. Realizado.




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