• Da redação

Especialista orienta pais de Holambra sobre como não tornar o celular um vício paras crianças

A psicopedagoga a Adriana Hilário explica como esses aparelhos podem dificultar o desempenho escolar das crianças



Há apenas uma semana do início das aulas em Holambra, muitas crianças ainda não se acostumaram com a rotina de estudos. Habituadas com a tranquilidade das férias, elas passaram muito tempo na frente de celulares, computadores e tablets, itens que, na vida acadêmica, atrapalham o desempenho. Brincar, já não é mais uma opção, o que preocupa os pais que entendem a importância das atividades físicas e socialização das crianças.

“Seu filho está se tornando um viciado”. A realidade é dura, mas precisa ser aceita por muitos dos pais ocupados de Holambra e região – é o que aponta a Psicopedagoga Adriana Hilário, que todos os dias trabalha com crianças que têm o desempenho comprometido. “Está cada vez mais difícil imaginar uma infância livre desses equipamentos eletrônicos”, pontua.

Pesquisas realizadas pela psicopedagoga apontam que o cérebro humano, principalmente na fase de desenvolvimento, precisa de estímulos positivos para fazer as sinapses adequadamente. “Daí a importância de atividades que utilizem a sensibilidade, a imaginação, os sentidos e o corpo em movimento”, explica. Ao passar muito tempo em frente a telas, há poucos desafios para treinar o cérebro dos pequenos, dessa forma, pouco desenvolvimento. Depois, não adianta sobrecarregar as crianças com rotinas cansativas de aulas extras e atividades que envolvam o pensamento. A quantidade de informação é difícil de ser processada, pode causar estresse e quase todo o aprendizado pode ser perdido.

Adriana também ressalta outra consequência negativa do vício em tecnologia: a perda da capacidade de socialização. “Uma rotina desequilibrada dificulta o desenvolvimento da empatia, autocontrole e da capacidade de lidar com problemas. As crianças estão cada vez mais ficando for a da realidade, presas em uma bolha virtual”, enfatiza.

Mas então, o que pode ser feito? Como evitar que as crianças sejam engolidas pelo universo da tecnologia? “O equilíbrio parte do país, que também devem ficar atentos à sobre a sua dependência, e que precisam se esforçar para interagir com as crianças mesmo que isso signifique um pouco de bagunça ou falta de “quietude” dos filhos”, explica a psicopedagoga.

Ser pai e mãe é realmente um desafio, e tanto quanto alimentar os filhos, é essencial separar um tempo para pensar em atividades que incluam as crianças na família, e que ensinem como desenvolver o lado humano. “Não se trata de tirá-los totalmente de tudo pois a tecnologia faz parte do nosso mundo e elas precisam ter uma noção dela. Mas o desafio justamente é ensinar a ter equilíbrio, afinal não somos robôs (ainda) e isso é tudo de bom”, finaliza.

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