• Da redação

Estâncias turísticas se esforçam para driblar Corona-vírus

Moradores da cidade de Olímpia-SP relatam como suas vidas têm sido afetadas

Assim como Holambra, outras estâncias turísticas vem tentando criar soluções para driblar a crise em meio à pandemia. Respeitando as restrições adotadas pelo Estado, estas cidades também fecharam as portas dos seus comércios e fizeram uma pausa no turismo e eventos culturais.


Conhecida pelos parques aquáticos de águas termais e alto índice de turismo o ano todo, a Estância Turística de Olímpia também vem sendo afetada pelo regime de quarentena. Hotéis que antes não tinham vagas,por exemplo, agora estão vazios em sem previsão de retorno, hospedando apenas profissionais da saúde. O descontentamento com a escassez de recursos que vinham do turismo não afetou somente aqueles que estavam diretamente envolvidos com esse setor, mas também o ramo de roupas, alimentação e comércio em geral. "Perdemos a maior parte da nossa clientela e infelizmente, não tem data para voltar ao normal" afirma Rosana da Silva, empresária local. Rosana ainda comenta que as novas estratégias como vendas online e as entregas à domicílio não abrangem todos os tipos de comércio por isso não solucionam o problema que está sendo causado por causa da pandemia. "Parar é necessário, mas gostaria de ter alguma ideia de como continuar ganhando o pão de cada dia em meio a tudo isso", acrescenta.

Cultura não deve parar

O prefeito de Olímpia Fernando Cunha afirmou, depois de uma reunião com secretário de Cultura, Esportes e Lazer;Beto Puttini, que mesmo diante da pandemia da Covid-19, a cidade deve realizar o tradicional Festival do Folclore 2020, mas adequado para o formato digital. “O município tem acompanhado a situação da pandemia em todo o país, tendo em vista que o Festival recebe grupos de diversos Estados, e estudado as medidas a serem adotadas, pensando, principalmente na proteção da saúde da população olimpiense, sem deixar de lado o compromisso da cidade com a tradição cultural, tendo em vista o título de Capital Nacional do Folclore. A lei que transformou Olímpia em Capital Nacional do Folclore nos traz responsabilidade de cultuar o folclore nacional, a autêntica cultura popular brasileira. Nós nunca deixamos de ter o festival, temos grupos que mantêm sua existência por causa do evento e esperam o ano inteiro para vir a Olímpia, mas o país todo está sofrendo e, dentro do contexto da crise da Covid, nós estamos analisando e elaborando um projeto pra realização de um festival, nos moldes que a crise da Covid”, declarou o prefeito.


O Festival do Folclore de Olímpia é um evento muito tradicional que teve início em 1965 e que ganhou projeção nacional, ensejando à Olímpia o consagrado título de “Capital do Folclore”. Nele são reunidos grupos folclóricos locais, os quais hoje são 15 Folclóricos e 3 Parafolclóricos. O estudo de folclore no município faz parte do currículo escolar nas escolas públicas e privadas e para o futuro é almejada a criação da Universidade Livre de Folclore.

“Não teremos a movimentação e a grandiosidade da festa, mas faremos um festival essencialmente cultural. Esperamos que, com isso, a cidade cumpra com a nossa obrigação de preservar a cultura nacional, o folclore nacional, e transmitir também para os grupos de todo o Brasil, uma mensagem de esperança, de que a vida continua. Sabemos que muitos locais estão sofrendo mais que nós com essa pandemia e nós queremos mandar essa mensagem, a de que nós continuaremos aqui promovendo a cultura do folclore nacional para o país todo e vamos esperá-los para o próximo ano, que Olímpia fará mais um festival grandioso como sempre fez, com a presença dos Estados”, finalizou o prefeito.


Noemi Almeida

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