• Da redação

Flores de corte é o segmento da floricultura mais afetado pela pandemia

Cooperflora, com 90% dos associados voltados às flores de corte, mantém estratégias para minimizar danos




Cerca de 90% dos cooperados da Cooperflora produzem apenas flores de corte, segmento da floricultura mais atingindo devido ao cancelamento de eventos neste período de pandemia. Mas logo após as primeiras semanas, a cooperativa traçou estratégias para manter as vendas e minimizar as perdas e, atualmente, tem comercializado cerca de 60% em relação ao mesmo período do ano passado.


Andréa Wagemaker, do Marketing, lembrou que o descarte foi grande no começo da pandemia e, assim, direcionaram parte das sobras para ações com apelo social. “Posteriormente, orientamos nossos cooperados a fazer o descarte no próprio campo, minimizando custos com colheita, manuseio, embalagem e frete”, citou, ao mencionar as primeiras ações do setor.


Com o fim do primeiro semestre, o diretor da Cooperflora, Milton Hummel, frisou que o resultado foi inesperado, “pois não estava em nosso radar algo tão impactante como o cancelamento de todas as festas no território brasileiro”. E prever o segundo semestre é muito difícil. “Estamos no auge da pandemia no país e mesmo que os eventos sejam retomados em algum momento, não sabemos como as pessoas vão agir, se grandes festas serão permitidas e se os hábitos de consumo continuarão os mesmos. Seguimos acompanhando as instruções do governo e também o que vem acontecendo em países que estão em diferentes fases da pandemia, tentando assim, criar uma estratégia de ação para os próximos meses e instruindo da melhor forma aos nossos cooperados”.


Segundo Andréa, as vendas de flores de corte são bem distribuídas ao longo do ano: enquanto o primeiro semestre reúne datas comerciais que estimulam o consumo, como Dia das Mulheres, Dia das Mães e Dia dos Namorados, o segundo semestre traz a chegada da Primavera e o pico de produção de variedades como rosas e alstroemérias, além das festas, casamentos e formaturas. Por enquanto, completou, a comercialização de flores em vaso (como orquídeas e plantas verdes) estão mais próximas da estimativa para o ano, mas a venda de rosas também atingiu o esperado no Dia dos Namorados.


Mudanças para as vendas

Sem eventos, a Cooperflora investiu no consumidor final e criou campanhas incentivando a presença através das flores durante esse período de distanciamento. “Agimos também com as floriculturas, promovendo a venda online e o sistema delivery, inclusive elaborando material de comunicação para que as mesmas conseguissem divulgar seu trabalho com mais profissionalismo e agilidade”, disse Andréa, ao citar o desenvolvimento de um produto para as floriculturas: o flowerbox, onde em um cesto, a floricultura consegue adquirir todos os componentes para a produção de um ou mais buquês, com flores cuidadosamente selecionadas para se complementarem. “Além disso, passamos a vender buquês prontos para os atacadistas e floriculturas (antes só disponível para varejistas), com o objetivo de agilizar o dia-a-dia das lojas que estão com redução de equipe nesse período”.

Helga Vilela

56 visualizações