• Da redação

Implantação de escolas militares pelo estado será proposta aos municípios, após lançamento de Frente

O estado de São Paulo ganhou mais uma aliada para poder oferecer educação de qualidade para as crianças e jovens do ensino público. A Frente Parlamentar Pela Criação das Escolas Militares no Estado de São Paulo foi lançada na noite da última sexta-feira (31), em evento ocorrido na Assembleia Legislativa (Alesp). O presidente do grupo, que tem como objetivo estudar a melhor forma de implementar o modelo em São Paulo e apresenta-lo aos municípios paulistas, é o deputado estadual Tenente Coimbra (PSL).

As escolas cívico-militares são instituições que contam com militares da reserva atuando na administração e no sistema de disciplina. Nesse modelo, a qualidade do ensino é comprovada em altas notas obtidas no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Enquanto nas escolas tradicionais a média é de 4,94, nos colégios militares o índice chega a 6,99. Das vinte melhores escolas públicas do país, quatro são militares.

O Tenente Coimbra explicou que existem três modelos: o do Exército, em que 70% das vagas são destinadas aos filhos de militares e 30% abertas ao público - este modo já seria instalado a partir do ano que vem no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva de São Paulo (CPOR/SP) e a partir de 2021 no Campo de Marte em parceria com o município, Secretaria da Educação e Ministério da Educação, pois é uma das promessas do presidente Jair Bolsonaro.

Outro modelo é, por exemplo, o Colégio PM Cruz Azul que atende diversos policiais militares, mas é particular. Já o terceiro modo é a gestão compartilhada, que acontece em escolas estaduais que tem problemas de indisciplinas, vandalismo e tráfico de drogas. “Essa gestão compartilhada tem a finalidade de identificar pontualmente os colégios que têm essa necessidade e fazer um trabalho conjunto na parte disciplinar”, pontuou o parlamentar. “É importante ressaltar que a parte pedagógica permanece com os professores. Os militares não interferem nesta questão”, completou.



O capitão do Exército Brasileiro e fomentador dos simpósios sobre escolas cívico-militares, Davi Lima, apresentou dados nacionais sobre o assunto e ressaltou que a implantação das escolas militares não é uma medida impositiva. “É fundamental que o diálogo com a comunidade seja constante. Não se trata de um projeto impositivo e sim voluntário”, disse.

Patrick Tranjan, assessor parlamentar da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, falou sobre o programa Escola Mais Segura que busca reforçar a segurança em unidades de ensino estaduais por meio da Polícia Militar, empregando policiais de folga e adquirindo novas viaturas para o programa Ronda Escolar.

A iniciativa é dividida em quatro eixos: medida de segurança (parceria da Secretaria da Educação com a Polícia Militar - inteligência e força policial); organização escolar (pensar em normas e procedimentos que minimizem a possibilidade como, por exemplo, o caso de Suzano e Carapicuíba); convivência (trabalhar para que o clima e a convivência entre estudantes e a equipe escolar seja mais harmoniosa); e responsabilização (estudante e familiares que depredarem a escola deverão ser responsabilizados). “O programa envolve uma parceria entre a educação e segurança pública. A gente precisa pensar em um sistema protetivo para o nosso estudante, pois a partir do momento em que nós o tratamos bem, a Polícia Militar tem o seu trabalho auxiliado também”, afirmou.

Ernesto Puglia Neto, Coronel da Reserva da Polícia Militar de São Paulo e secretário executivo da Defenda PM, também compôs a mesa diretora do evento e explicou que esse projeto dentro da escola é semelhante ao trabalho da Polícia Comunitária e que pode diminuir diversos tipos de crimes no interior e fora da escola. “Além disso, o aluno passa a ser um agente de mudança para toda a comunidade”, encerrou.

No fim do evento, o Tenente Coimbra recebeu ainda um documento com assinaturas solicitando a instalação de uma escola militar de integrantes do Movimento Conservador de Taubaté, no Vale do Paraíba.

Também estiveram presentes no lançamento da Frente Parlamentar o coronel Sérgio Moron Chiarelli, representando os Tiros de Guerra; os deputados estaduais Leticia Aguiar, Castello Branco, Major Mecca e Douglas Garcia; o Coronel Mauro, assessor de relações institucionais do Colégio Militar do Estado de São Paulo; o Cabo Anderson, do Proerd de Peruíbe; entre outras autoridades, grupos de apoio e membros da sociedade civil.

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