• Da redação

Novembro Azul: Saúde intensifica exames preventivos

As três unidades básicas de saúde de Holambra – Santa Margarida, Imigrantes e Fundão – intensificarão, durante este mês, os exames voltados à saúde do homem. A ação faz parte da Campanha Novembro Azul, que foca, principalmente, o diagnóstico precoce do câncer de próstata.


O diretor de Saúde, Valmir Iglecias, informou que o objetivo é incentivar o homem, com idade a partir de 50 anos, a fazer os exames de PSA (voltado ao diagnóstico do câncer) e de urina. Ele reforçou que o homem é mais relutante quando o assunto é prevenção e, geralmente, só buscam atendimento quando já estão com alguma dor (ou sangramento).

Mas durante este mês, explicou Valmir, os homens (a partir de 50 anos) podem procurar os PSFs para agendar a coleta do exame “para o dia seguinte”. “Vamos intensificar a prevenção (e o diagnóstico precoce) do câncer de próstata e de outros problemas urológicos durante este mês, como possíveis infecções. Então, os homens podem buscar os PSFs espontaneamente, sem agendar antes, e a enfermagem vai pedir os exames de urina e PSA”, resumiu.


Para solicitar os exames, os holambrenses podem passar nos PSFs a partir das 7h (fecham às 16h). É necessária a apresentação do Catão Cidadão e a coleta será feita no dia seguinte, logo pela manhã. Os resultados saem em cerca de uma semana e, se for necessário, os holambrenses serão convocados para uma consulta com o generalista ou urologista e para tratamento (em Holambra ou em hospitais de referência).


Valmir espera que a procura aumente este ano e informou que, atualmente, informou, cinco holambrenses fazem tratamento de câncer de próstata pela rede pública.

Todos os dias


Para quem não está dentro da faixa etária alvo da campanha e também para quem não conseguir passar pelos PSFs em novembro, Valmir explicou que é possível agendar uma consulta de rotina durante o ano inteiro. A diferença é que o pedido de exames será feito após o paciente passar pelo generalista.

“Participação da família é importante”

O urologista Humberto Marino de Lúcia, que atendeu na rede pública de Holambra por 26 anos, ressaltou que desmistificar e fomentar a discussão em torno do câncer de próstata dentro da família é muito importante para conscientizar os homens sobre a necessidade de se cuidar. “Habitualmente, o homem é mais descuidado com a sua saúde”, explicou, ao frisar que é comum, nos consultórios, ver a esposa acompanhando o marido, após a mesma ter marcado a consulta. “O câncer de próstata habitualmente é assintomático (não apresenta sintomas) e por isso é muito importante o exame rotineiro”.


Dr. Humberto informou que o câncer de próstata é a segunda neoplasia que mais mata os homens. Mas há outras afecções da próstata que também são comuns, como a prostatite (infecção na próstata) e a hiperplasia benigna da próstata (caracterizada pelo aumento da próstata). A primeira é mais comum em homens entre 30 e 50 anos, enquanto a segunda é diagnosticada, com mais frequência, em homens acima de 50 anos.


O urologista destacou que a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata são feitos através de exame físico (que inclui o toque retal) e o PSA (antígeno/proteína específico produzido pela próstata). E alertou: o aumento desta proteína não significa câncer. “Analisando o toque retal e o PSA, o urologista verificará a necessidade de uma biópsia de próstata para descartar ou confirmar a doença”.


E quanto mais precoce for feito o diagnóstico do câncer de próstata, melhores os resultados terapêuticos: em câncer de próstata inicial, o índice de cura beira 100%. “Esse tratamento pode ser feito através de radioterapia ou cirurgia. Hoje, o melhor modo de se tratar um tumor inicial é através da cirurgia robótica, a qual garante melhores resultados e menores complicações. Mas se o tumor já atingiu outros órgãos, as terapias alternativas são bloqueio hormonal, quimioterapia e radioterapia”, resumiu.


Mas apesar dos avanços terapêuticos, cerca de 25% dos pacientes com câncer de próstata ainda morrem devido à doença. “Atualmente, cerca de 20% ainda são diagnosticados em estágios avançados, embora tenha sido registrado um declínio importante nas últimas décadas em decorrência, principalmente, de políticas de rastreamento da doença e maior conscientização da população masculina”.


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