• Da redação

Os cães ladram e a caravana...passa?

Coluna Ponderando: Roberto Alves Athaíde



O atual governo – mestre em criar situações de conflito gerando polêmicas desnecessárias – é o que a democracia impôs à nossa sociedade. Desde a posse do presidente eleito não se passou um dia sequer sem que contestações e/ou controvérsias estivessem estampadas nas manchetes.

Imagino como os ministros das verdes-olivas penduradas nos armários reagem internamente diante do natural desgaste da imagem que sempre mantiveram, sob o lema “Braço forte, mão amiga”. Afinal, são presença marcante como “auxiliares” de um governo legalmente constituído, que a tudo contemplam, quietos como seria de esperar.

Já a ala política deste país, leia-se Congresso Nacional, destaca-se por suas mazelas, interesses espúrios, descomprometimento com os reais anseios da sociedade. Verdadeiros sanguessugas da Nação, protegidos por um sistema feudal, em realidade vivem em um mundo distante – muito distante – daqueles que os elegeram. Legislando sempre em causa própria e usufruindo de benesses obscenas são corporativistas mancomunados.

O terceiro poder – Judiciário - tem em seu STF - Supremo Tribunal Federal - a representação maior da soberba. Doutos juízes, indicados por presidentes da República, deixam rastros de suas convicções políticas em julgamentos vários, sem qualquer pudor, haja vista que são intocáveis – e blindados - neste país; aliás, único a possuir quatro instâncias judiciárias no mundo. Uma verdadeira “gangorra”: decisória, protelatória, autoritária!

E fica a pergunta: se nossa sociedade se encontra – há anos – sobrevivendo a catástrofes eleitorais que vem legando a toda uma população, hoje com mais de 200 milhões, condições lamentáveis de viver com dignidade, o que se esperar mais a frente: em que futuro, como, por obra e graça de quem ou o que?

Defendo a adoção de uma república parlamentarista no país, a exemplo do que ocorre na Alemanha e outros 45 países mundo afora. Regime que já esteve em vigor entre nós em duas crises: de 1847 a 1889 quando o Brasil passou a ser República e de setembro de 1961 a janeiro de 1963 na tentativa de retirar lenha da fogueira acesa com a renúncia do Presidente Jânio Quadros. Mas por que não progrediram?

A História do Brasil tem demonstrado que, enquanto este país não oferecer à sua população uma educação digna do nome, a única opção política de governo será a de conviver com um regime instituído ao estilo de “currais eleitorais” como o presidencialista.

Mas por ora, é orar aos céus para que o governo Bolsonaro encontre a luz que o país precisa para sair ileso do atoleiro em que se encontra. Pois é o que temos até 2022. Depois, quem sabe?

A ponderar.

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