• Da redação

Paróquia de Jaguariúna realiza festa em homenagem a Santa Dulce

Carreata aconteceu ontem com missa e quermesse


No dia 12 de fevereiro de 2012 nascia, em Jaguariúna, a Paróquia Beata Irmã Dulce. E no último domingo (20) a comunidade realizou uma festa para celebrar a canonização da beata que tornou-se a primeira santa brasileira. Com a canonização, Irmã Dulce passa a ser chamada de Santa Dulce dos Pobres, nome adotado, desde a última segunda-feira, pela paróquia de Jaguariúna.

O pároco de Jaguariúna, Carlos Roberto de Oliveira, esteve presente na canonização de Irmã Dulce, na manhã de domingo, no Vaticano, acompanhado por mais três paroquianos. Logo após, gravou um vídeo convidando os devotos para a festa. Ele ressaltou que a Diocese de Amparo – a mesma a qual Holambra pertence – também está em festa “por esta oportunidade que Deusa nos deu de termos aí (em Jaguariúna) uma comunidade dedica à Santa Dulce dos Pobres”.

A programação contou com carreata saindo da matriz nova de Santa Maria e seguindo pelas ruas da cidade. Depois ocorreu a missa solene celebrada por Dom Luiz Gonzaga Fechio, bispo da Diocese de Amparo, na Comunidade de Nossa Senhora Aparecida, no bairro de Guedes. Então iniciou a quermesse, com atrações de música e dança, incluindo a apresentação da Orquestra de Violeiros, e praça de alimentação com pastel, lanche de pernil, paella caipira e bolo de Santa Dulce.


Santa Dulce dos Pobres

Dulce Lopes Pontes é baiana, foi beatificada em 2011, e canonizada pelo Papa Francisco neste domingo, dia 13, na Praça São Pedro, no Vaticano. A santa, conhecida popularmente como Anjo Bom da Bahia, foi uma das religiosas mais populares do Brasil graças ao trabalho social prestado aos mais pobres e necessitados, principalmente na Bahia.

Ela foi beatificada após ter o primeiro milagre reconhecido: a recuperação de uma paciente que teve uma grave hemorragia pós-parto e cujo sangramento subitamente parou, sem intervenção médica. Beatificada, passou a ser chamada de “Bem-aventurada Dulce dos Pobres”.

Para a canonização era necessário um segundo milagre e esta confirmação aconteceu em maio deste ano: o maestro de Salvador, José Maurício, começou a perder a visão em 1999 e em 2000 já estava cego devido ao glaucoma. Mas voltou a enxergar em 2014, após uma oração para a beata.

O Vaticano tem quatro exigências quanto à veracidade de uma graça, até ser considerada milagre: ser preternatural (a ciência não consegue explicar), instantâneo (acontecer imediatamente após a oração), duradouro e perfeito.

Além de Irmã Dulce, também foram canonizados no último domingo o

teólogo e cardeal inglês John Henry Newmann;a religiosa italiana Giuseppina Vannini;a religiosa indiana MariamThresia Chiramel Mankidiyan e a catequista suíça Margherita Bays.



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