• Da redação

Prefeitura leva asfalto ao bairro Camanducaia

Obra será executada através de financiamento com o Banco do Brasil e não vai gerar despesas para o morador


Hoje os moradores do Camanducaia receberam, oficialmente, a garantia de que o asfalto chegará ao bairro: a Prefeitura assinou a ordem de serviço para início das obras. Todo o bairro será pavimentado, desde o acesso pela Rua Pessegueiros, a partir da estrada vicinal HBR-010, nas proximidades da divisa com Jaguariúna.



A Prefeitura explicou que cerca de 80 chácaras deverão ser beneficiadas pelo investimento: serão sete ruas asfaltadas, num total de 20.680 metros quadrados, ou aproximadamente 2,5 quilômetros lineares, além de 1.310 metros de rede de drenagem pluvial. A obra será realizada com recursos obtidos através de financiamento firmado com o Banco do Brasil e não há, conforme anúncio da Prefeitura, previsão de cobrança de contribuição pelas melhorias.




Dados do Cartão Cidadão apontam que o bairro conta com cerca de 260 moradores. O asfalto está entre as reivindicações mais antigas, conforme destacou o prefeito Fernando Fiori de Godoy. “A pavimentação do bairro Camanducaia, herdado por Holambra de Jaguariúna a partir da emancipação há quase três décadas, é um marco histórico. Mais uma importante ação que promovemos neste mandato e que beneficiará direta e efetivamente os moradores daquela localidade”, disse, ao citar que, no ano passado, o bairro passou a contar com o tratamento de esgoto, assegurando saneamento apropriado às famílias. “Agora chegaremos, enfim, com o tão sonhado asfalto na porta das chácaras”, completou.


melhoria mais recente no Camanducaia foi a entrega, em outubro do ano passado, da primeira Estação de Tratamento de Esgoto do bairro, que passou a garantir 100% de tratamento de efluentes na região. O equipamento tem capacidade para tratar até 200m³ de esgoto por dia e a estação opera por meio de reator biológico de contato, conhecido como biodisco: o modelo, proveniente de tecnologia holandesa, funciona através da rotação de discos que geram o oxigênio necessário para que as bactérias realizem o tratamento e façam a conversão da matéria orgânica, sendo um sistema flexível e expansível. Além do tratamento, toda a rede coletora também foi instalada no ano passado.

Os moradores do Camanducaia estão acostumados com duas situações: enfrentam a poeira ou o barro. Por isto, “desde sempre” esperam pela pavimentação anunciada esta semana.

No ano passado, durante a inauguração da Estação de Tratamento de Esgoto, os moradores comentavam: agora falta o asfalto. Naquela época, acreditavam que a melhoria poderia chegar ao bairro através de um plano comunitário que incluiria pagamento por parte dos moradores.


A projetista Daniela Tergolino Proença mudou para o bairro há 20 anos e, nos últimos dois anos, se empenhou para que a pavimentação saísse do papel. Ela lembra que muitas tentativas foram feitas anteriormente e reconhece a inauguração da ETE contribuiu para que o asfalto chegasse. “Sempre ouvimos a promessa que ia sair, mas nada acontecia. Mas agora que veio rede de esgoto, ficou mais fácil conseguir a pavimentação, pois não fazia muito sentido ter asfalto antes da rede”.


Daniela informou que procurou a Prefeitura há dois anos para saber o motivo pelo qual o asfalto não saía. “Explicaram que era preciso apoio da maioria e então fizemos um abaixo-assinado. Depois veio a questão do dinheiro e fizemos até reuniões na Câmara. Foi um processo longo e não podemos esquecer das pessoas que tentaram antes de nós”, disse, ao frisar a parceria da Prefeitura.


Com a pavimentação, a moradora destacou que a qualidade de vida vai melhorar: a poeira não prejudicará, com a mesma intensidade, o sistema respiratório. E tem ainda o desgaste que tinham com os veículos que, muitas vezes, não conseguiam chegar até o bairro devido ao barro. Por fim, completou: agora esperam que a empresa faça um trabalho de qualidade. “Nós reforçamos a necessidade da parte de drenagem das águas pluviais: tem muitas descidas no bairro e se não for feito este sistema, com canaletas e boca de lobo, tudo vai ser perdido com a primeira chuva. Mas estamos muito felizes com esta conquista”.

Helga Vilela

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