• Da redação

Primavera chega com lançamentos de flores


Mesmo sem a Expoflora, produtores não deixarão o consumidor sem novidades em flores e plantas


Quem é apaixonado por plantas e tem o costume de acompanhar os lançamentos que sempre são apresentados durante a Expoflora, não ficará desapontado este ano: mesmo com o cancelamento da Festa das Flores, as prateleiras dos pontos de vendas receberão novidades, afinal, cada nova variedade leva, em média, sete anos para chegar ao mercado brasileiro. Assim, segurar uma ‘novidade’ nem sempre é viável financeiramente.

Este ano, entre as novidades estão kalanchoes bicolores, begônias, alegres crisântemos, pequeninas Zamios Zimba, Amaryllis com bulbos aparentes e até flores de corte, como a rosa na cor verde clara.


Segundo informações dos produtores, as novas variedades são trazidas principalmente da Holanda (entre 60% e 70% delas), da Dinamarca e da Alemanha. Elas são desenvolvidas por breeders (melhoristas), responsáveis pelos melhoramentos genéticos que aliam beleza, durabilidade e resistência das flores e plantas. Michel de Graaf, que atua em empresas de melhoramento genético holandesa e alemã, explicou que as pesquisas e o desenvolvimento de cada nova variedade custam em torno de 40 mil euros. O investimento é feito pelo breeder (melhorista), cabendo aos produtores os custos dos testes que incluem a área para o plantio, mão de obra, vasos e produtos, como terra, adubo, fertilizantes e defensivos, por exemplo. Os produtores também pagamroyalties (quantia paga pelo direito de uso, exploração e comercialização) aos melhoristas, cujos preços são muito variáveis, de R$ 100 para cada mil mudas (para algumas variedades de kalanchoes) até cerca de U$ 1,00 por planta, no caso das novidades em rosas.


A produtora Maritha Domhof traz, este ano, o crisântemo Bless, com 25 variedades diferentes. “O Bless carrega, além de charme e elegância, a delicadeza necessária para estar presente em qualquer momento”, disse, ao completar que com uma longa de lista de cores e formatos diferentes, esta flor é “a opção perfeita para um presente rápido e versátil”. Os focos são a decoração de ambientes pequenos e o público jovem e a produtora vem adotando estratégias para mostrar que esta “é uma bela flor para qualquer ambiente, desmistificando a sua relação com finados”.



A produtora Patrícia Swart investiu no kalanchoe bicolor, desenvolvido na Dinamarca, e reforçou: o caminho entre o cruzamento da espécie até que o produto chegue ao consumidor final pode levar 10 anos. “Inicialmente o melhorista busca, em seu processo, por uma planta bonita, de boa forma e crescimento, com cores atrativas, que tenha boa produtividade, durabilidade e que seja resistente à doenças e pragas. Essas variedades chegam até o nosso grupo que, por sua vez, as testa em sua produção no Brasil. Checa-se não apenas a produtividade, e as cores, mas também se são compatíveis às condições locais, clima, luz, temperatura, umidade, por exemplo. Além disso, também avalia-se a aceitação do mercado consumidor e a resistência ao etileno para que, quando estiver na prateleira do supermercado, possa apresentar uma maior durabilidade frente aos demais produtos”, detalhou. O kalanchoe bicolor apresenta duas cores em suas pétalas e vão do branco, rosa e amarelo até laranja bem escuro. A produção leva em torno de 14 semanas.

Para quem gosta de flores diferentes, tem as “maquiadas”, lançada no Brasil no Natal do ano passado com tuias e echevérias e, agora, chegam as orquídeas. As flores rosas, roxas, amarelas, vermelhas e brancas, assim como a folha, são realçadas com glitter. O processo Make-Upz é artesanal e para transformar cada orquídea em uma “phale glitterz” são necessários cerca de 15 minutos. A maquiagem não interfere na durabilidade da planta. (com informações da Assessoria de Imprensa da Expoflora)

Helga Vilela

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