• Da redação

Turismo busca regras para ‘receptivos’

Em parceria com Comtur, Departamento de Turismo estuda regularização das agências de turismo receptivo

Helga Vilela



Não precisa ser feriado para Holambra atrair turistas. Mas quando tem feriado, o movimento dobra, triplica. E o número crescente de visitantes vem atraindo um mercado que, há menos de dez anos, ainda engatinhava por aqui: o turismo receptivo. Afinal, o turista só tem acesso aos campos de flores através das agências. Mas quais são os requisitos para abrir uma agência de turismo receptivo? Como abordar o turista? E como garantir a sua segurança?

Essas são algumas perguntas que vem sendo avaliadas em conjunto pela Prefeitura – através dos departamento de Turismo e, posteriormente, o Jurídico –, pelo Conselho Municipal de Turismo (Comtur) e pelos representantes das agências já estabelecidas na cidade. E todos buscam o mesmo objetivo: evitar a demanda predatória (pessoas que aproveitam deste crescimento de mercado e vem para a cidade praticar a atividade, às vezes sem regularização) e garantir a segurança do turista.

Na última reunião do Comtur, a diretora de Turismo, Alessandra Caratti, frisou que é fundamental que este profissional esteja “extremamente qualificado”, afinal ele “leva, conduz vidas”. Porém, destacou que quem quer atuar neste setor pode, atualmente, abrir uma MEIs (Microempreendedor Individual) – há a categoria ‘profissional de turismo’ – e por isto é preciso estudar a legislação para verificar se cada cidade pode criar regras específicas (leis ou decretos) que estabeleçam critérios para a atuação deste profissional. “Não podemos evitar a abertura de MEIs, mas podemos estudar e avaliar o que é possível fazer, dentro da lei, para garantir um atendimento de qualidade aos nossos turistas”. E completou: não é cercear o mercado, mas colocar regras que preservem o nome de Holambra e, acima de tudo, que garantam a segurança do visitante.

A diretora informou que vem conversando com cidades da região, mas nenhuma conta com uma lei voltada ao turismo receptivo. Algumas têm decretos voltados para a sua área de atuação como, por exemplo, regras para o turismo de aventura. “Podemos nos espelhar em algumas leis, mas precisamos trabalhar em cima da nossa realidade”.

Durante a reunião, alguns participantes chegaram a dar sugestões e também mostraram preocupação em relação à abordagem de turistas na cidade. E como o assunto ainda está em estudo, planejaram novos encontros para a próxima semana para andamento de um documento oficial que seguiria para avaliação jurídica.

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