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UniFAJ e Prefeitura de Jaguariúna lançam projeto inédito sobre saúde mental


Dados da Secretaria da Saúde revelam que 12% da população no Estado de São Paulo necessita de acompanhamento






Investir em saúde mental nunca foi tão necessário como nos dias de hoje. Com o advento da pandemia de Covid-19, as pessoas passaram a enxergar com mais clareza que cuidar da saúde mental é algo indispensável e primordial para ter qualidade de vida.


Em São Paulo, segundo a Secretaria da Saúde, 12% de toda a população do Estado necessita de algum tipo de atendimento, seja ele contínuo ou eventual. Somente no ano passado, 233 mil pessoas procuraram ajuda em ambulatórios e hospitais. Em 2021, esse número era 230,5 mil.


Dados relevam ainda que 3% da população no Estado sofre com transtornos mentais severos e persistentes; enquanto que mais de 6% da população no estado apresenta transtornos psiquiátricos graves decorrentes do uso de álcool.


Diante da demanda crescente e a necessidade de garantir à população cuidados mentais mais efetivos e acessíveis, o Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), do Grupo UniEduK, e a Prefeitura de Jaguariúna lançaram na noite de ontem, 16 de março, o novo Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM).


O projeto inovador será desenvolvido em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a Universidade de Yale, a Universidade de Harvard, o Instituto Karolinska; além da iniciativa privada por meio do Banco Industrial do Brasil. Nos próximo dez anos, o CISM tem por objetivo o desenvolvimento de tecnologias de saúde mental digital e implementação de intervenções efetivas e escaláveis para transformar e aumentar a acessibilidade em tratamentos de saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS), em Jaguariúna, em parceria com os profissionais da rede pública, docentes e alunos UniFAJ.


“O CISM é um projeto inédito que irá trazer inúmeros benefícios, tanto para alunos e docentes da UniFAJ quanto para os moradores de Jaguariúna. É algo que vai proporcionar avanços no aprimoramento e desenvolvimento conjunto de novas tecnologias e protocolos de tratamento da saúde mental, proporcionando melhor capacitação aos estudantes e futuros profissionais da área, bem como oferecer ao cidadão a oportunidade de tratamento mais assertivo e eficaz”, salienta o diretor da UniFAJ, professor Flávio Pacetta.


O CISM atuará basicamente em três eixos. A primeira área envolve a necessidade de avançar nas pesquisas em Neurociência de Precisão em saúde mental. Isso será vinculado à Coorte Transgeracional Brasileira de Alto Risco para Transtornos Mentais, que permite pesquisadores e estudantes em ciências de saúde mental de ponta investigar os fatores genéticos e ambientais que precipitam transtornos mentais em um estudo com 2.511 crianças e adolescentes acompanhados por mais de uma década.


A segunda área tem como foco desenvolver e testar novas tecnologias de intervenção em transtornos mentais, utilizando de soluções digitais e criando hubs de inovação no Estado de São Paulo. Entre estas iniciativas está o desenvolvimento de um aplicativo para tratamento de alcoolismo por meio do uso de um bafômetro portátil acoplado ao celular do paciente, premiando o tempo de abstinência de forma progressiva.


O terceiro eixo vai atuar sobe a perspectiva de reduzir o tempo entre a descoberta de intervenções eficazes em saúde e sua utilização na prática clínica, percurso que hoje leva em torno de 20 anos. O CISM desenvolverá estudos com foco na implementação de intervenções de saúde mental sofisticadas, como terapia cognitivo-comportamental pela internet e visitas domiciliares focadas no apego seguro de mães e bebês ao SUS.


“É fato que a demanda da população por cuidados mentais aumentou muito, sobretudo com a pandemia de Covid-19. Por isso, fechamos essa parceria para a criação do Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental. É um privilégio poder contar com mais essa parceria com o Grupo UniEduk”, diz o prefeito de Jaguariúna, Gustavo Reis.


Sobre o Grupo UniEduK

Há 23 anos no mercado, o Grupo UniEduK, é composto pelo Centro Universitário de Jaguariúna - UniFAJ, Centro Universitário Max Planck - UniMAX e Faculdade de Agronegócios de Holambra – FAAGROH, instituições reconhecidas com nota máxima (5) pelo MEC em corpo docente, infraestrutura e Projeto Pedagógico do Curso (PPC). Com a missão de promover a educação socialmente responsável, com alto grau de qualidade, propiciando o desenvolvimento dos projetos de vida dos alunos, o Grupo UniEduK tem como foco transformar o futuro das pessoas, na prática. Para tanto, dispõe de moderna infraestrutura em 9 campis, equipados com Hospital Veterinário, Interclínicas e Centro Clínico de Especialidades Médicas. Tendo como mote fornecer uma educação de qualidade e prática que empregue pessoas, o Grupo UniEduK não mede esforços para investir em inovação, pessoas, infraestrutura e tecnologias que façam a diferença na formação profissional. Para isso, a instituição de ensino conta com o Modelo de Ensino Educar, que utiliza de metodologias ativas, onde o aluno é o protagonista de sua jornada de aprendizagem e com certificações intermediárias para aumentar as chances de conquistar uma vaga no mercado de trabalho. São diversos cursos nas áreas de Saúde, Humanas, Exatas, Tecnologia e Agronegócio nas modalidades presencial e a distância, entre outras opções de pós-graduação, MBA, extensão e especialização. Todos os cursos presenciais possuem no mínimo 50% de aulas práticas desde o início, corpo docente altamente qualificado e infraestrutura moderna, com salas de aulas e laboratórios equipados de acordo com as necessidades do mercado de trabalho.


Sobre o CISM

O embrião do CISM tem sua origem a partir de pesquisas iniciadas em 2009, dentro do Instituto Nacional de Psiquiatria do Desenvolvimento (INPD), com recursos do CNPq e da Fapesp, que estuda o neurodesenvolvimento no contexto do campo emergente da neurociência populacional. Com objetivo de integrar a investigação das neurociências com métodos de amostragem da epidemiologia e entender diferenças individuais relacionadas aos transtornos mentais, os resultados alcançados pelo Instituto com base em evidências, com relevância clínica e social, são transformados em modelos que podem ser empregados por agências governamentais ou diferentes segmentos da sociedade, como é o caso do Projeto Conexão – Mentes do Futuro e do Programa Primeiro Laços.

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